Governo Bolsonaro tem 58% de reprovação, diz Atlas Político

Governo Bolsonaro vem tendo queda de aprovação

Em um mês em que a crise sanitária docoronavírus saiu do controle, elevando o Brasil ao segundo lugar mundial em número de casos, e em que crescem os indícios de sua interferência políticana Polícia Federal para proteger sua família, o presidente Jair Bolsonaro vê a reprovação ao seu Governo aumentar: 58,1% dos brasileiros avaliam a gestão como ruim ou péssima, aponta pesquisa Atlas Políticodivulgada nesta quarta-feira. A imagem pessoal do presidente, porém, não segue a mesma deterioração, um indicativo de que o mandatário conserva apoio em suas bases.

Desde o levantamento realizado em 25 de abril, logo após o ministro Sergio Moro ter anunciado sua demissão e lançado as acusações que hoje pressionam o presidente, os índices de aprovação e desaprovação do desempenho de Bolsonaro permaneceram estáveis, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Na nova pesquisa, Bolsonaro mantém alta reprovação (65,1% agora, ante 64,4% há um mês) e sofre ligeiro aumento na aprovação (32,9% agora, ante 30,5% em abril).

A pesquisa —que ouviu 2.000 pessoas entre domingo e terça-feira de forma online, com amostra que reflete a população brasileira adulta— é a primeira realizada após a divulgação do vídeo de uma reunião ministerial que reforça indícios de que o presidente tentou trocar o comando da Polícia Federal para evitar investigações contra sua família e aliados, suspeita que é alvo de uma apuração no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). A gravação mostra também o descaso oficial em relação à pandemia e evidencia a dinâmica das discussões do Governo, com o uso de palavrões, insultos a autoridades e outros Poderes e defesa de agenda contra minorias e o meio ambiente.

Materia completa no site El País

 

Balada clandestina ê interrompida pela policia

Cerca de 30 pessoas estavam no local da festa

Uma festa clandestina, marcada pelas redes sociais e que nem os próprios convidados poderiam saber o endereço foi impedida de ocorrer na noite da última sexta-feira (22). A Polícia Civil foi a Eldorado do Sul, na Região Metropolitana, em Porto Alegre (RS), onde estava marcada a aglomeração – na contramão da determinação do decreto em vigência no Estado.

No local havia cerca de 30 pessoas, levadas à festa em van e ônibus, que partiram do Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Os organizadores pretendiam realizar o que anunciaram como “a maior festa clandestina do Brasil”.

Um grupo de WhatsApp com 107 membros e um perfil fechado no Instagram com cem seguidores serviram como lista de convidados. Apenas pessoas incluídas nessas duas plataformas teriam acesso ao transporte.

“Trata-se de uma reunião de amigos, em uma propriedade particular, sem fins lucrativos. Não obstante, sabemos que o momento divide opiniões. Para evitar desgaste ou qualquer tentativa de impedimento é importante essa cautela”,  dizia uma das mensagens enviadas no grupo.

O sigilo de todos era premissa para que o evento acontecesse. Seguranças da festa guardariam os celulares dos convidados assim que eles chegassem ao ponto de embarque para garantir que nenhum registro fosse feito. A previsão era que as reuniões se repetissem no sábado (23) e no domingo (24). O próprio perfil no Instagram seria apagado após o fim de semana de festas, segundo os organizadores comunicaram no grupo.

O horário de término do agito já estava estabelecido: “A festa tem previsão de terminar às 5h, horário de Brasília, mas depois de tanto tempo sem nos reunirmos vai lá saber até que horas vamos. Contudo, 3h partirá a primeira remessa de vans com destino ao Largo da Epatur para os que ainda moram com os pais”, diz outro trecho de mensagem.

Os dois organizadores do evento e o proprietário do local, que não tiveram os nomes divulgados, foram conduzidos à delegacia para prestarem esclarecimentos. Eles foram indiciados e irão responder em liberdade por crime contra a saúde pública, previsto no artigo 268 do Código Penal.

Apresentador de TV ligado a Bolsonaro “deixa o barco”

Datena não gostou do que foi falado sobre a Band em reunião ministerial

No vídeo com a reunião ministerial na qual o presidente Bolsonaro teria falado sobre proteger sua família e ir contra a PF (Polícia Federal), e onde o ex-ministro Moro virou algoz do presidente foi a gota d’àgua para o fim da relação do apresentador Datena com Bolsonaro.

Ao transmitir o vídeo em seu programa, ‘Brasil Urgente’, Datena se revoltou com as declarações do presidente e disse que nunca mais irá entrevistá-lo.

A revolta de Datena começou quando o presidente xingou a imprensa com palavras de baixo calão durante quase a reunião inteira.

Veja o que disse Datena

Depois acabou explodindo de raiva no ar quando o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que a Band teria pedido dinheiro ao banco.

“Acho que a gente tá com um problema de narrativa. Hoje de manhã, por exemplo, o pessoal da Band queria dinheiro. O ponto é o seguinte: vai ou não vai dar dinheiro pra Bandeirantes? Ah, não vai dar dinheiro pra Bandeirantes? Passei meia hora levando porrada, mas repliquei”, disse ele.

Datena perdeu a paciência no ar e afirmou que ninguém na Band solicitou dinheiro algum para ele, e que se alguém tivesse feito, que ele deveria dizer quem foi e que deveria ser demitido pela emissora.

O apresentador chegou a dizer que tentou entrar em contato com o presidente da Caixa por telefone, mas o mesmo se recusou falar, alegando que não estava com tempo.

“Aí vem o cara numa reunião ministerial com o presidente da República e diz ‘o pessoal da Band quer dinheiro’. Se você deu dinheiro para alguém aqui da Band, Pedro, você indique para quem você deu, que com certeza essa pessoa vai ser demitida, se não foi uma coisa legal, se não foi mídia técnica. E do jeito que você colocou tem dúbia interpretação. Ou você prevaricou e o Bolsonaro devia te mandar embora hoje”, disse Datena.

Revoltado com a situação, Datena ainda falou que nunca mais irá entrevistar o presidente Bolsonaro e que se a Band quiser uma entrevista, que coloque outro profissional para fazer, pois ele não fará mais.

Fonte: jorn

Vacina contra o coronavírus será testada em 10 mil pessoas

Vacina teve investimento financeiro dos EUA

A Universidade de Oxford e a AstraZeneca planejam recrutar cerca de 10 mil adultos e crianças do Reino Unido para testes de uma vacina experimental contra coronavírus que recebeu um aporte de mais de 1,2 bilhão de dólares dos Estados Unidos na quinta-feira.

Nesta sexta-feira, a universidade disse que instituições parceiras de todo o Reino Unido começaram a recrutar até 10.260 adultos e crianças para ver quão bem o sistema imunológico humano reage à vacina e quão segura ela é.

Um teste inicial que começou em 23 de abril já aplicou a injeção em mais de mil voluntários de idades variando entre 18 e 55 anos, e Oxford disse que as fases 2 e 3 acrescentarão pessoas de 56 anos e mais velhas, além de crianças de 5 a 12 anos.

“A velocidade com que esta nova vacina avançou para testes clínicos de fase adiantada é um testemunho da pesquisa científica pioneira de Oxford”, disse Mene Pangalos, executivo da AstraZeneca.

A AstraZeneca já assinou com Reino Unido e EUA como parceiros para produzir a vacina em escala industrial, antecipando-se à confirmação de que ela funciona e é segura.

Matéria completa em https://br.reuters.com

Bolsonaro cria versão falsa da cloroquina, diz deputado maranhense

Deputado Dr.Yglésio é contrário ao uso da Hidroxicloroquina no combate á Covid-19

“O presidente Bolsonaro deseja criar essa versão falsa da cloroquina como medicamento importante, que não é, porque quer forçar a população a sair de casa. Voltar a trabalhar”. Este é o entendimento do deputado estadual Dr. Yglésio. O parlamentar é médico, com doutorado em fisiopatologia na Universidade de São Paulo. Em conversa com o SLZ612, ele se posiciona de forma contrária ao uso do medicamento no combate ao novo coronavírus, causador da Covid-19.

De acordo com Dr. Yglésio, a intenção do presidente é perigosa porque leva a população a acreditar em uma cura, que ainda não existe, e com isso as pessoas podem voltar a trabalhar precocemente e passam adotar comportamento de risco. “É isso que Bolsonaro quer. Mas sabemos que países que não adotaram o isolamento, como a Suécia, não tiveram manutenção da estabilidade econômica e lá, tiveram perdas significativas”, observou o deputado.

Outro importante ponto destacado pelo deputado maranhense é que, em países com a medicina mais avançada, o protocolo da hidroxocloroquina foi abandonado diante das evidências clinicas de que o medicamento não tem eficácia no combate à Covid-19.

Mesmo sem existirem evidências científicas e com alerta de especialistas sobre riscos à vida, nesta quarta-feira (20), o Ministério da Saúde ampliou o uso da hidroxicloroquina no país. Por determinação do presidente Bolsonaro, pacientes com sinais e sintomas leves do novo coronavírus podem usar a medicação.

O protocolo adotado pelo Ministério da Saúde joga toda a responsabilidade para o paciente, porque ele irá assinar um termo de consentimento para uso do medicamento, mesmo sabendo de efeitos colaterais como redução dos glóbulos brancos, disfunção do fígado, disfunção cardíaca e arritmias, e alterações visuais por danos na retina.

Diante de um quadro onde em um único dia foram registradas 1.179 mortes e quase 18 mil pessoas já perderam a vida, quem não se arriscaria? Além disso, pessoas com sintomas leves e que estão em casa poderão se automedicar, confiando na liberação do remédio pelo governo. “Às vezes, a pessoa não está melhorando com um comprimido, aí acha que com dois vai melhorar e isso pode acarretar, inclusive a perda da vida”. Alertou o deputado Dr. Yglésio.