PF cumpre mandado de prisão por fraude na eleição de 2014

Motivo da Operação seria a prática de caixa dois em eleição

(Reuters) – A Polícia Federal deflagrou operação nesta quinta-feira, 9, para cumprir dois mandados de prisão no Pará e no Tocantins como parte de investigação sobre suspeita de caixa dois nas eleições de 2014 para o governo do Estado do Pará, que teria envolvimento de um ex-senador no recebimento de 1,5 milhão de reais, informou a PF.

Além das prisões, a PF cumprirá ainda seis mandados de busca e apreensão, sendo dois deles no Distrito Federal e os outros divididos entre os Estados onde agentes da PF cumprirão os mandados de prisão.

De acordo com a Polícia Federal, investigação iniciada a partir de delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht no âmbito da Lava Jato revelou que um candidato ao governo do Pará recebeu três pagamentos de 500 mil reais cada, intermediados por um ex-senador ligado ao então governo paraense.

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Pobres poderão ter passagem gratuita em viagens de avião

Mudança na lei poderá beneficiar pessoas de baixa renda

Projeto que amplia a gratuidade no transporte coletivo para pessoas com deficiência e de baixa renda poderá ser colocado em pauta pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em caráter terminativo. O PL 1.252/2019, da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), garante a concessão de passe livre também no transporte aéreo.

Atualmente, a pessoa com deficiência e acompanhante considerados carentes fazem jus à gratuidade no transporte coletivo interestadual, por força da Lei do Passe Livre — Lei 8.899, de 1994 —, mas, conforme aponta a senadora, sua regulamentação é feita através do Decreto 3.691, de 2000, e por portarias. O projeto inclui os principais parâmetros para aplicar a gratuidade na própria lei. De acordo com a autora, uma portaria interministerial de 2001 assegurou os direitos somente ao sistema de transporte coletivo interestadual em suas modalidades rodoviária, ferroviária e aquaviária, sem mencionar o transporte aéreo.

“Com essas alterações legais, não mais poderá ser recusado o acesso da pessoa com deficiência em ônibus leito ou semi-leito, por exemplo, nem será impedida a pessoa com deficiência carente de viajar em aeronave, quando tal significar sua melhor ou única opção”, diz Mara Gabrilli na justificativa do projeto.

Impacto financeiro

Na CAE, o texto analisado será um substitutivo apresentado pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO), segundo o qual foram corrigidas “pequenas falhas de técnica legislativa”, tendo considerado as restrições impostas pela Constituição e “a necessidade de evitar retrocessos sociais”. Na sua avaliação, a extensão do benefício do passe livre para todos os modos e serviços de transporte trará “impacto financeiro considerável”. No caso dos ônibus, em que a gratuidade tradicionalmente foi financiada pela majoração das tarifas, “houve uma grande alteração do modelo econômico”.regime de competição”, acrescenta Acir Gurgacz.

Subsídio

Em relação ao transporte aéreo, o relator também discorda do prazo de apenas dois dias para a venda do bilhete não utilizado. Além disso, ressalta que, da mesma forma como ocorre com os ônibus, o regime vigente é o de liberdade de preços, o que impede o financiamento por meio do aumento de tarifas.

Desse modo, conclui o relatório de Gurgacz, como não é possível financiar a gratuidade pelo aumento de tarifas (o que estaria de acordo com a Constituição), o novo benefício proposto só poderia ser efetivado caso a União arcasse com o custo dos bilhetes, seja com recursos orçamentários, seja com a majoração de contribuições sociais.

“A bem da verdade, a situação do próprio transporte rodoviário convencional deveria ter sido equacionada já desde 2014, quando ocorreu a edição da mencionada Lei nº 12.996. Entendemos, contudo, que esse não é o escopo do projeto da Senadora Mara Gabrilli, de modo que sugerimos a apresentação de Projeto de Lei específico”, recomenda o relator.

Acir Gurgacz manteve o prazo de 180 dias para que a lei entre em vigor após a sua promulgação.

Fonte: Agência Senado

Homem é preso suspeito de incendiar e matar morador de rua

O crime ocorreu na noite do último domingo na capital paulista

A Polícia Civil de São Paulo deteve, na madrugada desta quarta-feira (8), o suspeito de assassinar Carlos Roberto Vieira da Silva, de 39 anos. Ele teve prisão temporária decretada pela Justiça. O homem é acusado de atear fogo à vítima, que estava em situação de rua e dormia no momento do ataque, na noite do último domingo (5).

O suspeito foi identificado como Flausino Campos. Ele é conhecido como Buiu. Ele também está em situação de rua e teve o pedido de prisão temporária decretado pela Justiça paulista. O suspeito ainda será ouvido. Até agora, a polícia não sabe os motivos do crime, mas investiga se Flausino teve alguma desavença com a vítima.

A ocorrência foi registrada na rua Celso de Azevedo Marques, na Mooca, zona leste da capital paulista. A vítima foi atendida ainda com vida, pelo Corpo de Bombeiros Militar. Os socorristas encaminharam-na ao Hospital Municipal Doutor Carmino Caricchio, unidade situada no Tatuapé, a cerca de oito quilômetros do local, mas não resistiu aos ferimentos. Um inquérito foi aberto pelo 18º Distrito Policial, que apura o caso também mediante imagens capturadas por câmeras de segurança instaladas na região.

Como ajudar um morador de rua

Caso você encontre um morador de rua precisando de ajuda, ligue para órgãos públicos que possam ajudar como polícia, corpo de bombeiros que possuem serviço de atendimento 24 horas. A solicitação de abordagem pode ser anônima, mas é importante ter as seguintes informações para facilitar a identificação: o endereço da via em que a pessoa em situação de rua está (o número pode ser aproximado); pontos de referência; características físicas e detalhes das vestimentas da pessoa a ser abordada.

Fonte: Agência Brasil

URGENTE: Avião da Boeing cai e deixa 176 passageiros mortos

Boeing 737 sofreu uma falha no motor e caiu após decolagem

DUBAI/KIEV (Reuters) – Um avião ucraniano caiu logo após decolar de Teerã nesta quarta-feira, 8, matando todas as 176 pessoas a bordo, em um acidente que foi inicialmente atribuído a uma falha do motor.

Detritos e peças fumegantes ficaram espalhados por um campo a cerca de 10 quilômetros do aeroporto Imam Khomeini, enquanto equipes de resgate com máscaras recuperavam corpos das vítimas.

A embaixada da Ucrânia no Irã, citando informações preliminares, disse que o Boeing 737 sofreu uma falha no motor e que o acidente não foi causado por “terrorismo”.

A empresa Ukraine International Airlines disse que estava fazendo tudo que era possível para confirmar a causa da queda, e que a investigação também envolverá a Boeing e as autoridades ucranianas e iranianas. Esse foi o primeiro acidente fatal da companhia aérea de Kiev.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse que todos a bordo morreram. “Minhas sinceras condolências aos parentes e amigos de todos os passageiros e tripulantes”, afirmou em comunicado.

O chefe dos serviços de emergência do Irã, Pirhossein Koulivand, disse não foi possível fazer qualquer tipo de resgate devido à intensidade das chamas após a queda.

“O fogo é tão forte que não podemos fazer qualquer resgate… temos 22 ambulâncias, quatro ônibus e um helicóptero no local”, disse ele à televisão estatal iraniana.

O primeiro-ministro da Ucrânia e a TV estatal iraniana disseram que 167 passageiros e nove tripulantes estavam a bordo. A TV iraniana disse que 32 dos que estavam a bordo eram estrangeiros.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Vadym Prystaiko, disse que as vítimas incluem 82 iranianos, 63 canadenses, 11 ucranianos, 10 suecos, 3 alemães e 3 britânicos. A maioria dos passageiros estava em trânsito, informou a companhia aérea.

A mídia iraniana citou uma autoridade local da aviação dizendo que o piloto não declarou emergência.

A TV iraniana disse que o acidente ocorreu devido a problemas técnicos não especificados. A emissora estatal Irib disse em seu site que uma das duas caixas-pretas do avião foi encontrada.

Professores da educação básica têm 60 mil bolsas para formação

    Professores serão beneficiados com bolsas disponibilizadas pelas Capes
    Foto: Hedeson Alves

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) publicou dois editais que ofertam mais de 60 mil bolsas, para a formação de professores da educação básica. O edital nº 01/2020 trata do Programa Residência Pedagógica e o edital nº 02/2020 é referente ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID).

O Residência Pedagógica é uma das ações da Capes que integra a Política Nacional de Formação de Professores por meio da vivência prática dos formandos dentro da sala de aula na segunda metade do curso de Licenciatura. O PBID permite experiência semelhante aos alunos de licenciatura, mas, na primeira parte do curso.

Cada programa oferecerá 30.096 bolsas para até 250 instituições de ensino superior (IES), com duração de até 18 meses, sendo um mínimo de 60% delas voltadas para as áreas consideradas prioritárias: alfabetização, biologia, ciências, física, língua portuguesa, matemática e química.

O presidente da Capes, Anderson Correia, disse que espera uma melhoria significativa nos resultados das avaliações para os próximos anos. “Um professor bem formado, motivado, capacitado, qualificado, certamente terá um impacto muito grande na vida dos estudantes brasileiros”, afirma o presidente.

As instituições participantes poderão formar um núcleo composto por um Coordenador Institucional, cuja bolsa é de R$1.500, um docente orientador ou coordenador de área, que receberá R$1.400, três preceptores, ou professores supervisores, com benefício de R$765, até 24 beneficiários do Residência Pedagógica e do PBID, com auxílio de R$400, além de seis voluntários. Todos devem incluir seus currículos e mantê-los atualizados na Plataforma Capes de Educação Básica até 28 de fevereiro.

O prazo para cadastro dos projetos se encerra em 2 de março, o resultado final da seleção será divulgado até 10 de abril e o início das atividades se dará no dia 14 do mesmo mês.