MACABRO: dois corpos são encontrados sem cabeça

Corpos estavam cobertos por lençóis

Na manhã desta quarta-feira, 17 de junho, dois corpos foram encontrados sem cabeças em um matagal nas margens da Avenida Josué de Moura Santos, próximo a rotatória do bairro Monte Verde e da Subestação elétrica, na zona Norte de Teresina. Eles estavam enrolados em panos.

De acordo com o subtenente Armando, do 13º Batalhão, até o momento os corpos não foram identificados. “Nós fomos informados via Copom desses corpos no local, ao chegarmos constatamos o fato aqui nas margens da avenida, isolamos a área e entramos em contato com o pessoal do IML e do Instituto de Criminalística para realizar a perícia. Até o presente momento ninguém soube dar nenhuma informação sobre quem são essas pessoas”, declarou.

Segundo apuracao do site MEIO NORTE, o subtenente, uma das cabeças se encontra embrulhada em cima do corpo. “Tem algo em cima do corpo embrulhado que a gente acredita ser a cabeça, assim como no outro corpo também, mas só vamos ter certeza quando for feito o trabalho pericial”, afirmou ele acrescentando que acredita que as vítimas foram assassinadas em um outro local e desovadas naquela região.

Profissionais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estiveram no local para iniciar as investigações.

Procurador da República vê indícios de crimes do filho de Bolsonaro

Flávio Bolsonaro é alvo de investigação de lavagem de dinheiro

Em investigação preliminar sobre o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o procurador da República Sérgio Pinel entendeu ter encontrado “fortes indícios da prática de crime de lavagem de dinheiro” envolvendo o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro. Após análise de documentos sobre os bens de Flávio, Pinel manifestou sua posição à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF), na qual ele pede que o caso seja transferido para o Ministério Público do Rio (MP-RJ) por entender que os supostos ilícitos encontrados não se configuram em crimes federais.

Segundo materia dd O GLOBO, a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão acatou o pedido e determinou que o caso seja encaminhado aos promotores estaduais. É a primeira manifestação de um membro do MPF sobre as acusações envolvendo a evolução patrimonial de Flávio, que adquiriu 19 imóveis desde 2003 — quando assumiu o primeiro mandato.

Dono da Igreja Universal contraiu o novo coronavírus

Edir Macedo disse ter tomado muitos remédios

O fundador da Igreja Universal, bispo Edir Macedo, confirmou ao Portal R7 que contraiu a covid-19 e foi internado no hospital Moriah, em São Paulo, na última segunda-feira (8), tendo recebido alta nesta sexta-feira (12). No início da pandemia, o bispo disse para fiéis não se preocuparem com o novo coronavírus. Segundo ele, a doença seria “mais uma tática de Satanás” e da mídia para causar pânico nas pessoas.

“Meu amigo e minha amiga, não se preocupe com o coronavírus. Porque essa é a tática, ou mais uma tática, de Satanás. Satanás trabalha com o medo, o pavor. Trabalha com a dúvida. E quando as pessoas ficam apavoradas, com medo, em dúvida, as pessoas ficam fracas, débeis e suscetíveis. Qualquer ventinho que tiver é uma pneumonia para elas”, afirmava Macedo.

No vídeo, divulgado em 15 de março, ele dizia que a mídia estaria causando pânico em relação ao vírus sem razão e afirmava que existia um interesse econômico por trás.

O bispo evangélico de 75 anos é também proprietário do Grupo Record e da RecordTV, a terceira maior emissora de televisão do Brasil, e possui uma relação próxima com o presidente Jair Bolsonaro.

Segundo informações do portal de notícias da Record, Edir Macedo se tratou com cloroquina, medicamento cuja eficácia científica no tratamento da covid-19 ainda não está comprovada.

O bispo foi atendido pela equipe médica coordenada pelo Dr. Leandro Echenique e Dr. Ricardo Teixeira. O médico Leandro Echenique afirmou que o bispo respondeu muito bem ao tratamento. “Ele evoluiu sem intercorrências, apresentou uma ótima evolução clínica e se recuperou totalmente”, disse o médico.

Sede da Globo é invadida e preocupa apresentadores

Bonner e Patricia pedem paz

O risco saiu do campo digital e se tornou real. O homem que invadiu a sede do jornalismo da Globo, no Rio, com a intenção de falar com Renata Vasconcellos e que usou uma faca para fazer a repórter Marina Araújo refém, acendeu a luz vermelha na emissora. O principal canal da família Marinho precisa rever o esquema de segurança de seus prédios e funcionários. Especialmente daqueles com maior visibilidade. Renata e o colega de bancada no ‘Jornal Nacional’, William Bonner, são alvos preferenciais.

Em nota oficial, a Globo definiu o atentado como “obra de alguém com distúrbios mentais, sem nenhuma conotação política”. Ainda que o rapaz – desarmado e preso após negociação com a PM e a intervenção corajosa da própria Renata Vasconcellos – sofra de algum transtorno, o episódio não é menos grave do que o terrorismo com propósito político-ideológico. Ressalta que o perigo à vida pode surgir de qualquer um, a qualquer momento.

O fato gerou manifestação empática até do mais obstinado crítico da Globo e do jornalismo do canal. “Repudio completamente qualquer ato de violência contra profissionais da imprensa, o que vai na contramão de nossa defesa histórica e irrestrita da liberdade de expressão e de informação, seja a favor ou contra qualquer governo”, tuitou o presidente Jair Bolsonaro. “Presto solidariedade às jornalistas Marina Araújo e Renata Vasconcellos, que foram alvos desse atentado covarde e inaceitável.”

No final da edição de ontem do ‘JN’, ao relatar o caso (sem a exibição das imagens do circuito interno que vazaram à imprensa), Bonner expressou um desejo que também soou como pedido pessoal: “Paz, gente”. “Paz”, completou Renata, que viveu o mais tenso aniversário em seus 48 anos.

Bombeiro é preso suspeito de atrapalhar investigação de assassinato

Vereadora Marielle e motorista foram mortos a tiros

RIO DE JANEIRO (Reuters) – Um bombeiro militar foi preso no Rio de Janeiro nesta quarta-feira acusado de atrapalhar as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018, informaram a polícia e o Ministério Público estadual.

Maxwell Simões Correa foi preso em sua casa, localizada em um condomínio de luxo na zona oeste do Rio de Janeiro e no local os agentes encontraram um carro importado de alto valor.

Segundo as investigações, o bombeiro teria ajudado a esconder armas que pertenceriam ao ex-policial militar Ronnie Lessa, preso e apontado como autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson em março de 2018. As armas foram descartadas no mar e a suspeita é que entre elas estaria a submetralhadora usada para matar a vereadora.

O bombeiro teria emprestado o carro usado para esconder as armas, segundo as investigações. A Reuters tentou contato com a defesa de Correa sem sucesso.

“O papel de Maxwell para obstruir as investigações foi ceder o veículo utilizado para guardar o vasto arsenal bélico pertencente a Ronnie, entre os dias 13 e 14 de março de 2019, para que o armamento fosse, posteriormente, descartado em alto mar”, disse o MP.

“A obstrução de Justiça praticada pelo denunciado, junto aos outros quatro denunciados, prejudicou de maneira considerável as investigações em curso”, acrescentou.

Lessa e o também ex-policial militar Helcio Queiroz estão presos fora do Rio e são apontados como os autores do crime. O mandante e o motivo ainda são investigados.

No final de maio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou pedido da Pocuradoria-Geral da República para federalizar as investigações sobre o assassinato de Marielle e Anderson.

“A prisão ratifica a decisão de não federalizar do crime e achamos que será importante chegar a mais detalhes do crime. Nossa intenção é fazer esse desfecho e mais de 60 pessoas já foram presas”, disse o delegado Daniel Rosa.

De acordo com a promotora Simone Sibilio, Correa permaneceu em silêncio e pediu a presença de um advogado. Além do mandado de prisão, a polícia e o MP cumprem 10 mandados de busca e apreensão.