Entrou em vigor a nova aposentadoria para os militares brasileiros

Lei amplia tempo de serviço para aposentadoria, aumenta alíquotas para pensões

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou o projeto de lei que altera as regras de Previdência para as Forças Armadas, policiais militares e bombeiros estaduais (Lei 13.954/19).

Uma das principais mudanças do texto, aprovado pela Câmara em novembro e pelo Senado no último dia 4, está no tempo mínimo de serviço para que o militar passe para a inatividade, que subirá de 30 para 35 anos.

O grupo não terá idade mínima para se aposentar (reserva remunerada). Além disso, os militares terão reajustes anuais até 2023.

Uma regra de transição prevê que os militares que estão na ativa terão de cumprir pedágio de 17% em relação ao tempo que faltar para atingir o tempo mínimo de serviço de 30 anos.

Adicionais
A lei cria o Adicional de Compensação de Disponibilidade Militar, que vai variar, de acordo com a patente do militar, 5% a 32%. Para os oficiais-generais, o percentual vai de 35% a 41%.

A lei também prevê reajustes anuais, até 2023, nos percentuais do Adicional de Habilitação, que serão incorporados aos soldos.

Alíquotas para pensões
Com a nova lei, a alíquota da contribuição de ativos e inativos, para pensões militares, passará dos atuais 7,5% para 10,5%, e os pensionistas passarão a recolher pelo menos 10,5% a partir de 2021.

A alíquota chegará a 13,5% para alguns casos de filhas pensionistas vitalícias não inválidas. Atualmente, os pensionistas não recolhem contribuição previdenciária.

Como os militares já pagam contribuição de 3,5% a título de assistência médica, hospitalar e social, a soma das duas contribuições para ativos, inativos e pensionistas chegará a 14%.

Economia
O Ministério da Economia estima, como saldo líquido, que a União deixará de gastar R$ 10,45 bilhões em dez anos. Já a reforma da Previdência dos civis (PEC 6/19) economizará mais de R$ 800 bilhões no período.

Imperatriz recebe comissão federal para tratar da Reforma Tributária

Deputado Hildo Rocha é o presidente da Comissão que discute a Reforma Tributária

A Comissão Especial da Reforma Tributária (PEC 45/19) promove hoje um seminário em Imperatriz, no Maranhão. O debate foi pedido pelo deputado Eduardo Braide (Pode-MA).

A ideia, segundo Braide, é discutir os impactos da reforma tributária causados aos estados e municípios, analisando os benefícios e desvantagens, para ampliar o debate e aperfeiçoar a matéria.

O seminário terá palestra do economista Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal e idealizador da proposta de reforma tributária que tramita na Câmara dos Deputados. Também farão parte da mesa:
– o presidente da Comissão Especial da Reforma Tributária, deputado Hildo Rocha (MDB-MA);
– o relator da Comissão Especial, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB);
– o deputado Eduardo Braide, membro da Comissão Especial;
– o presidente da Câmara Municipal de Imperatriz, vereador José Carlos;
– o vereador da Câmara Municipal de Imperatriz, Adhemar Freitas Jr.;
– o prefeito de Imperatriz, Francisco de Assis Andrade Ramos;
– o presidente da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz, Guilherme Maia Rocha; e
– o presidente do Sindicato dos Comerciários de Imperatriz, Francisco Soares Barros.

Hora e local
O seminário ocorre nesta manhã na Câmara Municipal de Imperatriz.

Saiba porque o peru virou um dos símbolos do Natal

O peru é uma delícia que ha muito tempo virou símbolo do Natal

Descendentes do Astecas e dos Maias, os índios americanos sempre serviam peru em oferendas. Por ser uma ave grande, ele representava a fartura, capaz de alimentar muitas pessoas. Em 1518, com o início da colonização do México, o peru foi descoberto e levado para a Europa no século 16, onde era comum o consumo de gansos, cisnes e pavões, as aves nobres.

Já nos Estados Unidos, o hábito de usar peru como prato principal, começou na cidade de Plymouth, no estado de Massachusetts, em 1621, onde foi servido no dia de Ação de Graças. Era o peru selvagem, criado pelos índios mexicanos.

Utilizar o peru como prato principal na Europa e nas Américas, incluindo o Brasil, na comemoração do nascimento de Cristo, transformou o ritual de jantar de Natal em ceia

INACREDITÁVEL: Deputados soltos por engano da Justiça

Confusão na quantidade de alvarás favorece deputados presos

Um erro no número do alvará de soltura expedido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) levou à libertação dos ex-deputados estaduais Paulo Melo e Edson Albertassi, presos pelas operações Furna da Onça e Cadeia Velha, desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro.

> 33% desaprovam política de Bolsonaro para a educação, diz pesquisa

Segundo o TRF-2, o alvará saiu com os números dos processos da Furna da Onça e, indevidamente, com o da Cadeia Velha também, processo pelo qual eles permanecem presos preventivamente.

A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) confirmou que ambos deixaram o sistema nesta sexta-feira (13), mas, de acordo com o TRF-2, os dois terão que voltar para a cadeia.

A Operação Cadeia Velha foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 14 de novembro de 2017. A Furna da Onça veio um ano depois, em 8 de novembro de 2018, como efeito das delações premiadas feitas por doleiros durante a Cadeia Velha.

*Com informações da Agência Brasil

Pesquisa eleitoral para 2020 tem novas regras determinadas pelo TSE

Justiça determina novas regras para pesquisa eleitoral

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira (12) as primeiras quatro resoluções com regras para a eleição municipal de 2020, entre as quais a que regulamenta os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação. O TSE também proibiu que pesquisas excluam candidatos que estejam com registro sendo julgado.

Neste caso, a principal novidade foi a ampliação do rol de entidades que podem fiscalizar a votação, que passa agora a incluir, por exemplo, as Forças Armadas, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Contas da União (TCU) e entidades privadas, sem fins lucrativos, que possuam notória atuação em fiscalização e transparência da gestão pública e sejam previamente credenciadas junto ao TSE.

Elas se juntam às entidades que tradicionalmente já constavam da lista, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF), Ministério Público, Polícia Federal e os departamentos de tecnologia da informação de universidades.

Pesquisas

Outra resolução aprovada nesta quinta-feira foi a que regulamenta a realização de pesquisas de intenção de voto, que – a partir de 1º de janeiro – só poderão ser realizadas mediante registro de uma série de informações junto ao TSE.

Pela primeira vez, essa resolução passa a trazer a proibição expressa de que sejam excluídos da lista da pesquisa os nomes de candidatos que tenham a confirmação de seu registro de candidatura ainda pendente de aprovação pelo TSE.

Agora, um candidato só pode ter seu nome excluído de uma pesquisa eleitoral quando seu registro não estiver mais sub judice, ou seja, quando sua candidatura tiver sido indeferida em definitivo, sem possibilidade de recurso judicial.

A norma visa evitar o que ocorreu em 2018, quando houve mais de um pedido ao TSE para que o nome do então candidato ao PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fosse retirado de pesquisas eleitorais ante a perspectiva de que ele tivesse seu registro de candidatura negado. À época, a Justiça Eleitoral somente permitiu a retirada do nome do ex-presidente das pesquisas depois da confirmação do indeferimento de sua candidatura.