De olho no lucro, mercado financeiro quer fim do isolamento social

Presidente da Câmara, Eduardo Maia, diz que mercado financeiro quer fim de isolamento

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que pressões do mercado financeiro têm motivado os movimentos em defesa de medidas que amenizem o isolamento social como enfrentamento à pandemia de coronavírus.

“A minha opinião é: nós tivemos, nas últimas semanas, uma pressão muito grande de parte de investidores, aqueles que colocaram recursos na bolsa de valores esperando a prosperidade, a bolsa a 180 mil pontos. A bolsa caiu no mundo inteiro porque essa não é uma crise do Brasil, é uma crise mundial que atinge o Brasil [também]”, afirmou Maia.

Na noite da última terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro disse, em pronunciamento no rádio e na TV, que as autoridades devem evitar medidas como proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa, com exceção apenas para idosos e doentes crônicos. As falas do presidente repercutiram no dia de hoje.

“A gente não pode ouvir os investidores que estão perdendo dinheiro, [que] foram para o risco e o risco é assim, você ganha e perde. Agora, nós colocarmos as vidas dos brasileiros em risco por uma pressão de parte de brasileiros que investiram na bolsa e estão perdendo dinheiro, quem foi para o risco foi para o risco. O que a gente precisa é continuar seguindo a orientação do Ministério da Saúde [de manter o isolamento social]”, argumentou o parlamentar.

Na avaliação de Rodrigo Maia, falta ao país um pacote de medidas que possa garantir uma política de isolamento dos idosos acima de 60 anos e renda aos trabalhadores brasileiros que recebem até cinco salários-mínimos para assegurar que o impacto da pandemia não seja tão pesado às populações mais vulneráveis do país.

“A gente precisa de previsibilidade. O que está faltando hoje para os brasileiros, para todos, é previsibilidade. Se o governo já tivesse resolvido a renda dos brasileiros mais simples, uma política de isolamento dos idosos nas cidades, se o governo já tivesse garantido a renda do emprego daqueles que ganham até cinco salários-mínimos – o teto do INSS, nós já teríamos garantido previsibilidade para a maioria dos brasileiros e com isso, todos estavam fazendo o isolamento, esperando os impactos da chegada do vírus e a cada semana avaliando o que deve ser feito”, disse o deputado.

FONTE: AGENCIA BRASIL

Roberto Justus ignora coronavírus e ainda diz que foi sacaneado

Justus ataca colega de tv que está preocupado com o contágio das pessoas pelo coronavírus

Para o empresário Roberto Justus, 64 anos, o coronavírus não passa de uma “gripezinha leve” que só “mata velhinhos”. Opiniões como essa não são novidade, tendo em vista que o próprio presidente Jair Bolsonaro já externou posicionamentos semelhantes.

Mas Roberto Justus foi além. Esbanjando irritação e arrogância, garantiu que o coronavírus não vai matar ninguém na periferia e demonstrou descontentamento com as medidas restritivas e de isolamento anunciadas pelos governos estaduais. Justus está preocupado com os “prejuízos econômicos”.

“Então, na favela não vai acontecer porra nenhuma se entrar o vírus, muito pelo contrário. Essa molecada que está na favela. Criança então, de zero a dez anos nenhum caso. E as crianças nem pegam a doença”, afirmou.

Roberto Justus, que diz ter suas próprias fontes — embora não fique claro no áudio quais são elas –, ignora a Organização Mundial da Saúde (OMS) ao citar estatísticas a respeito do contágio em crianças.

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A respeito da propagação e da letalidade do coronavírus nas camadas sociais mais vulneráveis, Justus também ignora que o primeiro morto no Brasil foi um porteiro em São Paulo e que, no Rio de Janeiro, a primeira vítima fatal foi uma empregada doméstica infectada pela própria patroa.

Ainda na mensagem, Justus diz que seria bom que todos fossem infectados com o vírus, porque “pegaríamos anticorpos e ele [covid-19] acabaria de uma vez”, defendendo uma polêmica tese que foi adotada inicialmente pelo governo britânico, mas logo descartada após a divulgação de alguns estudos.

Essas e outras declarações constam em um áudio que Roberto Justus endereçou ao colega apresentador Marcos Mion.

De acordo com pessoas que fazem parte do grupo de WhatsApp onde a mensagem foi postada, Justus se manifestou após Marcos Mion demonstrar apoio à quarentena e alarmar sobre o alto risco de contaminação da doença nos próximos dias. Mion havia compartilhado o vídeo do doutor em microbiologia da USP, Atila Iamarino.

O áudio está repercutindo nas redes sociais e Roberto Justus confirmou a autoria. “Era um áudio restrito a um grupo de sete amigos, não sei qual deles me sacaneou, estou até um pouco agressivo com o Mion porque ele soltou um vídeo falando de um número alto de vítimas”, diz.

OUÇA O ÁUDIO

 

Ministro de Bolsonaro, general Augusto Heleno, está com coronavírus

General Augusto Heleno anunciou por meio de rede social que está infectado

O General Augusto Heleno usou suas redes sociais para anunciar que testou positivo para o coronavírus. Mas ele ainda aguarda contraprova que será realizada pela FioCruz. O ministro postou no twitter:

“Informo que o resultado do meu segundo exame, realizado no HFA, acusou positivo. Aguardo  a contraprova da FioCruz. Estou sem febre e não apresento qualquer dos sintomas relacionados ao COVID-19. Estou isolado, em casa, e não atenderei telefonemas”, disse ele.

Além do general Augusto Heleno veja quem mais está infectado da comitiva que esteve com o presidente Bolsonaro nos Estados Unidos

Fábio Wajngarten – secretário de Comunicação; o secretário-adjunto de Comunicação, Samy Liberman; o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o deputado federal Daniel Freitas (PSL-SC), a advogada Karina Kufa, o publicitário Sérgio Lima, o diplomata Nestor Forster; o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo; o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade; o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe; o chefe do cerimonial do Itamaraty, Alan Coelho de Séllos e quatro integrantes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), cujos nomes não foram revelados.

Além de membros da coitiva, o prefeito de Miami, Francis Suarez, que esteve reunido com a comitiva presidencial, também testou positivo para o novo coronavírus.

Panelaço em São Paulo contra Bolsonaro deixa governo em alerta

Bolsonaro tomou decisões que desagradaram a classe média paulista

O panelaço registrado pela Folha e outros veículos de comunicação, no Rio e em São Paulo, na noite desta terça-feira, 17, foi espontâneo em sua eclosão, mas foi provocado. E não pela esquerda, mas pela extrema-direita que se exibiu no domingo e por seu líder.

Veio das áreas onde Bolsonaro triunfou, nas eleições, e que se vê, agora, na hora do medo, dirigida por um bufão irresponsável. Talvez isso já pudesse ser percebido nas manifestações previstas para hoje, corretamente canceladas.

A rejeição ao presidente, incubada há algum tempo, já era perceptível e a balbúrdia que ele está instalando já no início de uma crise sanitária fez isso aparecer.

É possível que a repercussão dito faça com que se repita e que se amplie, pela força multiplicadora das redes. E que produza algo mais forte que as agora impossíveis concentrações de rua. Não será nas ruas, mas começa a ser nas janelas.

Deputado federal Gastão Vieira avisa que não morreu

Deputado federal Gastão Vieira foi vítima de fake News

Em tempo em que as pessoas vivem conectadas nas redes sociais existem aquelas que ainda brincam em tripudiar nos momentos mais delicados como o que vivemos agora. O deputado federal maranhense Gastão Viera postou em sua conta no Twitter que foi vítima de fake News onde anunciaram sua morte.

Gastão Vieira, de 74 anos, avisa que esta vivo e em plena atividade e com bastante saúde. Gastão é um político experiente com vários mandatos de deputado estadual e federal, além de ocupar cargos de secretário de estado e também de ministro. Atualmente ocupa uma cadeira na Câmara Federal