Vacina contra o coronavírus será testada em pessoas na Austrália

Vacina será testada em profissionais da saúde na Austrália

Uma equipe de pesquisadores do Instituto Murdoch, na Austrália, anunciou que vai testar em profissionais de saúde afetados pelo covid-19 uma vacina utilizada para tratar a tuberculose. O objetivo é verificar a eficácia na redução dos sintomas da doença.

“Embora originalmente tenha sido desenvolvido para tratar a tuberculose e de ainda ser administrado a mais de 130 milhões de bebês anualmente, o BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) também aumenta o consumo de substâncias imunológicas básicas do corpo”, explicou um dos pesquisadores do Instituto Murdoch, em Melbourne, citado pela agência France-Presse.

O ensaio clínico vai envolver cerca de 4 mil profissionais de saúde nos hospitais australianos para verificar a capacidade da vacina na redução dos sintomas do covid-19.

O coordenador da equipe de estudos, Nigel Curtis, disse que se o BCG atuar como previsto, haverá “uma redução na frequência e gravidade dos sintomas” de covid-19, nos profissionais de saúde que estão infectados.

Testes em larga escala também serão realizados em outros países, como os Países Baixos, a Alemanha ou o Reino Unido.

SEXO E CORONAVÍRUS: perguntas para respostas que todos querem saber

Especialista falam sobre relações sexuais e transmissão do novo coronavírus

As dúvidas surgem se é possível ser contaminado através de uma relação sexual, se beijar é estritamente proibido ou, ainda, se a masturbação pode se tornar uma aliada nesse momento de quarentena. Segundo matéria do site Extra, que conversou com infectologistas e ginecologistas para explicar alguns questionamentos sobre a intimidade nesses tempo de pandemia, por enquanto, o mais seguro é ter relações com um parceiro ou parceira com a qual se mora. Já para quem costuma trocar de companhia, a orientação é suspender esse encontros e optar pelo ato individual, lembrando sempre de lavar bem as mãos com água e sabão.

— A princípio, não há dados epidemiológicos para esta resposta. Ainda não há relatos e nem a confirmação de que a Covid-19 pode ser transmitida pela relação sexual — diz a infectologista Tânia Vergara, presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio.

Pode ter relação sexual durante essa pandemia?

— Quando falamos de uma relação sexual envolve abraço, beijo, carinho. Durante o ato, a respiração fica ofegante, você pode suar e, mesmo não ficando de frente para a pessoa, a contaminação pode acontecer. Ela surge por causa das gotículas, que podem ter contato direto ou ficar em travesseiros, lençóis. Basicamente, a relação sexual como um coito não teria problema, mas envolve relação afetiva entre duas pessoas que podem transmitir o vírus.

Se um casal mora junto e está em isolamento, os dois podem estar livres ou estão contaminados. Mas já têm o contato por permanecerem no mesmo local, então não há risco. Já um casal que vive em residências diferentes, que têm contato com outras pessoas, e resolve se encontrar, aí tem um risco. No entanto, não é pelo ato sexual, mas sim pelo contato físico – beijo, abraço, qualquer carinho. Um pode estar contaminado assintomático e o outro não, e assim poderia ser infectado por via respiratória. — explica o professor de ginecologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Paulo Gallo.

Não se pode fazer sexo com novos parceiros?

— Uma das medidas é o isolamento, então como você vai ter qualquer relacionamento ainda mais com um novo parceiro? Um exemplo: os médicos que estão no front não querem retornar para suas casas com medo de contaminar a família por ter sido exposto. Então, imagine um ato sexual, que exige proximidade… ele leva risco ao parceiro porque não há um monitoramento. Portanto, façam sexo virtual, é o mais seguro — diz a infectologista Tânia Vergara.

Pode beijar?

— Por onde se contamina? Gotículas. E o beijo tem o quê? Saliva. O ideal é evitar beijo, porque contamina. Mas cada indivíduo avalia como quer, se deseja se por em risco ou não. Mas evitem beijos, abraços, qualquer toque — afirma a infectologista Tânia Vergara.

Pode fazer sexo oral e anal?

— O ideal é evitar por causa do contato da saliva e da muco. Os preservativos podem reduzir o contato com saliva ou fezes, especialmente durante o sexo oral ou anal. Se fizer, é melhor com um parceiro . Os cuidados precisam ser os mesmos para evitar doenças sexualmente transmissíveis. É um vírus de transmissão rápida e não temos anticorpos para combatê-lo ainda — explica Gallo.

A masturbação é a melhor escolha?

— Se tiver necessidade de ter seu desejo sexual satisfeito sem a presença de um parceiro, é uma ótima solução — opina a infectologista Tânia Vergara.— Individual não tem risco de contaminação. É uma forma de inserir o prazer individualmente e sem contato com outras pessoas, que podem estar infectadas. Agora, se for com um parceiro, se vale dos cuidados anteriores, depende se já vive em isolamento ou não com o companheiro — explica o ginecologista Paulo Gallo.

O uso de acessórios eróticos, como vibradores, é permitido?

— É perigoso como qualquer relação sexual sem preservativo, traz o mesmo risco de uma doença sexualmente transmissível. O melhor é evitar o uso — explica a infectologista Tânia Vergara.

— Se o acessório foi utilizado com um parceiro antes da pandemia, então não tem problema. Agora, se foi há dias, quando já circula o vírus, o ideal é evitar. Se for um objeto para uso próprio e individual, só precisa higienizar adequadamente —afirma o ginecologista Paulo Gallo.

Como higienizar esses acessórios?

— Primeiro, tem que lavar com água e sabão para limpar. Mas é o álcool em gel e deixar agir por cerca de dez minutos para combater o vírus. O álcool gel é menos nocivo que o álcool 70% — explica o ginecologista Paulo Gallo.

Portadores de HIV correm em risco?

— Paciente com HIV tem risco porque é imunodeficiente. Como utiliza medicamentos imunossupressores, têm um tratamento mais agressivo, o risco é maior de desenvolver algo grave se tiver contato com o Covid-19. Por isso, os portadores de HIV devem se proteger mais ainda e evitar qualquer contato físico — diz o ginecologista Paulo Gallo.

FONTE: extra.globo.com

De olho no lucro, mercado financeiro quer fim do isolamento social

Presidente da Câmara, Eduardo Maia, diz que mercado financeiro quer fim de isolamento

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que pressões do mercado financeiro têm motivado os movimentos em defesa de medidas que amenizem o isolamento social como enfrentamento à pandemia de coronavírus.

“A minha opinião é: nós tivemos, nas últimas semanas, uma pressão muito grande de parte de investidores, aqueles que colocaram recursos na bolsa de valores esperando a prosperidade, a bolsa a 180 mil pontos. A bolsa caiu no mundo inteiro porque essa não é uma crise do Brasil, é uma crise mundial que atinge o Brasil [também]”, afirmou Maia.

Na noite da última terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro disse, em pronunciamento no rádio e na TV, que as autoridades devem evitar medidas como proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa, com exceção apenas para idosos e doentes crônicos. As falas do presidente repercutiram no dia de hoje.

“A gente não pode ouvir os investidores que estão perdendo dinheiro, [que] foram para o risco e o risco é assim, você ganha e perde. Agora, nós colocarmos as vidas dos brasileiros em risco por uma pressão de parte de brasileiros que investiram na bolsa e estão perdendo dinheiro, quem foi para o risco foi para o risco. O que a gente precisa é continuar seguindo a orientação do Ministério da Saúde [de manter o isolamento social]”, argumentou o parlamentar.

Na avaliação de Rodrigo Maia, falta ao país um pacote de medidas que possa garantir uma política de isolamento dos idosos acima de 60 anos e renda aos trabalhadores brasileiros que recebem até cinco salários-mínimos para assegurar que o impacto da pandemia não seja tão pesado às populações mais vulneráveis do país.

“A gente precisa de previsibilidade. O que está faltando hoje para os brasileiros, para todos, é previsibilidade. Se o governo já tivesse resolvido a renda dos brasileiros mais simples, uma política de isolamento dos idosos nas cidades, se o governo já tivesse garantido a renda do emprego daqueles que ganham até cinco salários-mínimos – o teto do INSS, nós já teríamos garantido previsibilidade para a maioria dos brasileiros e com isso, todos estavam fazendo o isolamento, esperando os impactos da chegada do vírus e a cada semana avaliando o que deve ser feito”, disse o deputado.

FONTE: AGENCIA BRASIL

Roberto Justus ignora coronavírus e ainda diz que foi sacaneado

Justus ataca colega de tv que está preocupado com o contágio das pessoas pelo coronavírus

Para o empresário Roberto Justus, 64 anos, o coronavírus não passa de uma “gripezinha leve” que só “mata velhinhos”. Opiniões como essa não são novidade, tendo em vista que o próprio presidente Jair Bolsonaro já externou posicionamentos semelhantes.

Mas Roberto Justus foi além. Esbanjando irritação e arrogância, garantiu que o coronavírus não vai matar ninguém na periferia e demonstrou descontentamento com as medidas restritivas e de isolamento anunciadas pelos governos estaduais. Justus está preocupado com os “prejuízos econômicos”.

“Então, na favela não vai acontecer porra nenhuma se entrar o vírus, muito pelo contrário. Essa molecada que está na favela. Criança então, de zero a dez anos nenhum caso. E as crianças nem pegam a doença”, afirmou.

Roberto Justus, que diz ter suas próprias fontes — embora não fique claro no áudio quais são elas –, ignora a Organização Mundial da Saúde (OMS) ao citar estatísticas a respeito do contágio em crianças.

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A respeito da propagação e da letalidade do coronavírus nas camadas sociais mais vulneráveis, Justus também ignora que o primeiro morto no Brasil foi um porteiro em São Paulo e que, no Rio de Janeiro, a primeira vítima fatal foi uma empregada doméstica infectada pela própria patroa.

Ainda na mensagem, Justus diz que seria bom que todos fossem infectados com o vírus, porque “pegaríamos anticorpos e ele [covid-19] acabaria de uma vez”, defendendo uma polêmica tese que foi adotada inicialmente pelo governo britânico, mas logo descartada após a divulgação de alguns estudos.

Essas e outras declarações constam em um áudio que Roberto Justus endereçou ao colega apresentador Marcos Mion.

De acordo com pessoas que fazem parte do grupo de WhatsApp onde a mensagem foi postada, Justus se manifestou após Marcos Mion demonstrar apoio à quarentena e alarmar sobre o alto risco de contaminação da doença nos próximos dias. Mion havia compartilhado o vídeo do doutor em microbiologia da USP, Atila Iamarino.

O áudio está repercutindo nas redes sociais e Roberto Justus confirmou a autoria. “Era um áudio restrito a um grupo de sete amigos, não sei qual deles me sacaneou, estou até um pouco agressivo com o Mion porque ele soltou um vídeo falando de um número alto de vítimas”, diz.

OUÇA O ÁUDIO

 

Ministro de Bolsonaro, general Augusto Heleno, está com coronavírus

General Augusto Heleno anunciou por meio de rede social que está infectado

O General Augusto Heleno usou suas redes sociais para anunciar que testou positivo para o coronavírus. Mas ele ainda aguarda contraprova que será realizada pela FioCruz. O ministro postou no twitter:

“Informo que o resultado do meu segundo exame, realizado no HFA, acusou positivo. Aguardo  a contraprova da FioCruz. Estou sem febre e não apresento qualquer dos sintomas relacionados ao COVID-19. Estou isolado, em casa, e não atenderei telefonemas”, disse ele.

Além do general Augusto Heleno veja quem mais está infectado da comitiva que esteve com o presidente Bolsonaro nos Estados Unidos

Fábio Wajngarten – secretário de Comunicação; o secretário-adjunto de Comunicação, Samy Liberman; o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o deputado federal Daniel Freitas (PSL-SC), a advogada Karina Kufa, o publicitário Sérgio Lima, o diplomata Nestor Forster; o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo; o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade; o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe; o chefe do cerimonial do Itamaraty, Alan Coelho de Séllos e quatro integrantes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), cujos nomes não foram revelados.

Além de membros da coitiva, o prefeito de Miami, Francis Suarez, que esteve reunido com a comitiva presidencial, também testou positivo para o novo coronavírus.