Sede da Globo é invadida e preocupa apresentadores

Bonner e Patricia pedem paz

O risco saiu do campo digital e se tornou real. O homem que invadiu a sede do jornalismo da Globo, no Rio, com a intenção de falar com Renata Vasconcellos e que usou uma faca para fazer a repórter Marina Araújo refém, acendeu a luz vermelha na emissora. O principal canal da família Marinho precisa rever o esquema de segurança de seus prédios e funcionários. Especialmente daqueles com maior visibilidade. Renata e o colega de bancada no ‘Jornal Nacional’, William Bonner, são alvos preferenciais.

Em nota oficial, a Globo definiu o atentado como “obra de alguém com distúrbios mentais, sem nenhuma conotação política”. Ainda que o rapaz – desarmado e preso após negociação com a PM e a intervenção corajosa da própria Renata Vasconcellos – sofra de algum transtorno, o episódio não é menos grave do que o terrorismo com propósito político-ideológico. Ressalta que o perigo à vida pode surgir de qualquer um, a qualquer momento.

O fato gerou manifestação empática até do mais obstinado crítico da Globo e do jornalismo do canal. “Repudio completamente qualquer ato de violência contra profissionais da imprensa, o que vai na contramão de nossa defesa histórica e irrestrita da liberdade de expressão e de informação, seja a favor ou contra qualquer governo”, tuitou o presidente Jair Bolsonaro. “Presto solidariedade às jornalistas Marina Araújo e Renata Vasconcellos, que foram alvos desse atentado covarde e inaceitável.”

No final da edição de ontem do ‘JN’, ao relatar o caso (sem a exibição das imagens do circuito interno que vazaram à imprensa), Bonner expressou um desejo que também soou como pedido pessoal: “Paz, gente”. “Paz”, completou Renata, que viveu o mais tenso aniversário em seus 48 anos.

Bombeiro é preso suspeito de atrapalhar investigação de assassinato

Vereadora Marielle e motorista foram mortos a tiros

RIO DE JANEIRO (Reuters) – Um bombeiro militar foi preso no Rio de Janeiro nesta quarta-feira acusado de atrapalhar as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018, informaram a polícia e o Ministério Público estadual.

Maxwell Simões Correa foi preso em sua casa, localizada em um condomínio de luxo na zona oeste do Rio de Janeiro e no local os agentes encontraram um carro importado de alto valor.

Segundo as investigações, o bombeiro teria ajudado a esconder armas que pertenceriam ao ex-policial militar Ronnie Lessa, preso e apontado como autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson em março de 2018. As armas foram descartadas no mar e a suspeita é que entre elas estaria a submetralhadora usada para matar a vereadora.

O bombeiro teria emprestado o carro usado para esconder as armas, segundo as investigações. A Reuters tentou contato com a defesa de Correa sem sucesso.

“O papel de Maxwell para obstruir as investigações foi ceder o veículo utilizado para guardar o vasto arsenal bélico pertencente a Ronnie, entre os dias 13 e 14 de março de 2019, para que o armamento fosse, posteriormente, descartado em alto mar”, disse o MP.

“A obstrução de Justiça praticada pelo denunciado, junto aos outros quatro denunciados, prejudicou de maneira considerável as investigações em curso”, acrescentou.

Lessa e o também ex-policial militar Helcio Queiroz estão presos fora do Rio e são apontados como os autores do crime. O mandante e o motivo ainda são investigados.

No final de maio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou pedido da Pocuradoria-Geral da República para federalizar as investigações sobre o assassinato de Marielle e Anderson.

“A prisão ratifica a decisão de não federalizar do crime e achamos que será importante chegar a mais detalhes do crime. Nossa intenção é fazer esse desfecho e mais de 60 pessoas já foram presas”, disse o delegado Daniel Rosa.

De acordo com a promotora Simone Sibilio, Correa permaneceu em silêncio e pediu a presença de um advogado. Além do mandado de prisão, a polícia e o MP cumprem 10 mandados de busca e apreensão.

ASSUSTADOR: Casa de prefeito é alvo de bomba explosiva

Artefatos explosivos usados contra casa do prefeito

A residência do prefeito da cidade de Gilbués, no Sul do Piauí, foi alvo de vários ataques na noite do último domingo, 07 de junho, por volta de 22h. De acordo com o comando da Polícia Militar, a guarnição estava em rondas pelo município quando ouviu um grande barulho próximo a casa do gestor.

Segundo o Portal Meionorte.com, a polícia se deslocou até o local e ao chegar na residência populares testemunharam que um veículo de cor vermelha, teria soltado bombas do tipo canhão de seis bocas em direção a casa do prefeito. “Todo o material foi recolhido para a investigação, foi um barulho muito forte e que com a força do impacto pode até causar a morte de alguém”, afirmou o comandante acrescentando que ninguém ficou ferido.

O prefeito de Gilbués desabafou sobre o caso.  “Ontem, fui agredido em minha casa com várias bombas de alta explosão e, hoje, ainda sem publicação e sem notificação da justiça, a oposição está tentando invadir os prédios da Prefeitura! Respeito a decisão da justiça, mas antes de tudo temos que receber a publicação do resultado do julgamento bem como a notificação por parte do poder competente. Estamos em pleno combate a pandemia da Covid-19, onde a maioria das pessoas está em casa! Não podemos aceitar tamanho abuso, às 22h, as pessoas serem perturbadas com bombas de alto impacto!”, disse.

A Polícia Militar realizou diligências no sentido de localizar os acusados mas até o momento ninguém foi preso.

FIM DO CORONAVÍRUS. Conheça o primeiro país a vencer a doença

Nova Zelândia anunciou que não tem casos ativos de Covid 19

WELLINGTON (Reuters) – A Nova Zelândia suspendeu todas as restrições sociais e econômicas, exceto os controles de fronteira, depois de declarar nesta segunda-feira, 8, que está livre do coronavírus, um dos primeiros países do mundo a voltar à normalidade pré-pandêmica.

Eventos públicos e privados, indústrias de varejo e hospitalidade e todo o transporte público foram autorizados a retomar seu funcionamento sem as regras de distanciamento ainda existentes em grande parte do mundo.

“Embora o trabalho não esteja concluído, não há como negar que este é um marco… Obrigada, Nova Zelândia”, disse a primeira-ministra do país, Jacinda Ardern, em coletiva de imprensa, acrescentando que dançou de alegria com a notícia.

“Estamos confiantes de que eliminamos a transmissão do vírus na Nova Zelândia por enquanto, mas a eliminação não é acaso, é um esforço sustentado”.

Os cinco milhões de pessoas da Nova Zelândia estão emergindo da pandemia, enquanto grandes economias como Brasil, Reino Unido, Índia e Estados Unidos continuam a lidar com a disseminação do vírus.

Os 75 dias de restrições na Nova Zelândia incluíram cerca de sete semanas de uma quarentena rígida, na qual a maioria das empresas foi fechada e todos, exceto trabalhadores essenciais, tiveram que ficar em casa.

“Hoje, 75 dias depois, estamos prontos”, afirmou Ardern, anunciando que as restrições de distanciamento social terminariam à meia-noite.

Ardern disse que fez uma “pequena dança” quando lhe disseram que não havia mais casos ativos de Covid-19 na Nova Zelândia, surpreendendo sua filha de 2 anos, Neve.

“Ela foi pega um pouco de surpresa e se juntou a mim, sem ter absolutamente nenhuma ideia de por que eu estava dançando pela sala”. A Nova Zelândia registrou 1.154 infecções e 22 mortes por Covid-19 desde que o vírus chegou no final de fevereiro.

Ardern prometeu eliminar, não apenas conter, o vírus, o que significava interromper a transmissão por duas semanas após o último caso conhecido receber alta. Por enquanto, todos que entrarem no país continuarão sendo testados e colocados em quarentena.

Mesmo assim, o governo precisará mostrar que pode reviver a economia, que deverá afundar em recessão. Os partidos de oposição criticaram a decisão de Ardern de manter as restrições por tanto tempo.

“Precisamos avançar com cautela aqui. Ninguém quer prejudicar os ganhos que a Nova Zelândia obteve”, disse a premiê.

Brasileiros estão se armando e situação fica preocupante

Cresce a venda de armas no Brasil

A política de flexibilização de armas implementada pelo presidente Jair Bolsonaro impulsionou as vendas de munição para cidadãos com direito ao porte ou à posse de armas de fogo em 2020.

De janeiro a maio, o crescimento no volume de unidades comercializadas foi de 98% em comparação com o mesmo período de 2019, e de 90% em relação a 2018. Apenas em maio, 1.541.780 cartuchos foram vendidos no varejo do país, o que equivale a mais de dois mil por hora.

Este número corresponde apenas às vendas feitas no comércio para pessoas físicas e exclui policiais militares, bombeiros, agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

As informações integram a base de dados do Sistema de Controle de Venda e Estoque de Munições (Sicovem) e foram obtidas pelo GLOBO junto ao Exército, via Lei de Acesso à Informação.

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