32 municípios maranhenses sem homicídios em 2026

Dados apontam cenário de redução dos homicídios dolosos no Maranhão.

Um total de 32 municípios maranhenses não registraram homicídios dolosos entre janeiro e setembro de 2026. O dado consta no levantamento da Unidade de Estatística e Análise Criminal (UEAC), da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), que acompanha os indicadores criminais nos 217 municípios do estado.

Do total de cidades sem registros neste ano, 22 haviam contabilizado pelo menos um homicídio doloso nos primeiros nove meses de 2025. Os outros dez municípios permaneceram sem ocorrências nos dois períodos analisados.

Entre os municípios que passaram a apresentar registro zero em 2026 estão Governador Nunes Freire, que havia contabilizado quatro homicídios no mesmo período de 2025, e Governador Newton Bello e Alto Alegre do Pindaré, que registraram três casos cada no ano passado.

Também deixaram de registrar homicídios neste ano os municípios de Paulino Neves, Santa Filomena do Maranhão, Primeira Cruz, Belágua e Presidente Juscelino, todos com dois registros entre janeiro e setembro de 2025.

Outras cidades que apresentaram redução a zero foram São Domingos do Azeitão, São José dos Basílios, Fernando Falcão, Bacurituba, Brejo de Areia, Formosa da Serra Negra, Mirador, Lagoa do Mato, Nova Iorque, Lago dos Rodrigues, Loreto, Montes Altos, Satubinha e Senador Alexandre Costa.

Já Altamira do Maranhão, Benedito Leite, Governador Luiz Rocha, Itaipava do Grajaú, Lima Campos, Porto Rico do Maranhão, Sambaíba, São Pedro dos Crentes, São Raimundo do Doca Bezerra e Cedral não registraram homicídios dolosos nos primeiros nove meses de 2025 nem no mesmo período de 2026.

Redução de homicídios em diferentes regiões

Os resultados municipais integram um cenário de redução dos homicídios dolosos no Maranhão. Entre janeiro e setembro de 2026, o estado registrou 1.309 ocorrências, contra 1.339 no mesmo período de 2025, uma queda de 2,2%.

Quando considerados todos os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), incluindo feminicídios, homicídios dolosos, roubos seguidos de morte e lesões corporais seguidas de morte, a redução estadual foi de 4,9%, passando de 1.439 para 1.369 registros.

O levantamento da UEAC aponta ainda reduções expressivas de homicídios dolosos em diferentes regionais. Cururupu apresentou queda de 46,9%, seguida por Chapadinha, com 34,9%, Timon, com 29,7%, e Açailândia, com 27,3%.

Também registraram diminuição as regionais de Barra do Corda (24%), Pinheiro (22,4%), Caxias (22,1%), Balsas (15,6%) e São João dos Patos (14,3%).

Planejamento e integração das forças de segurança

O acompanhamento dos indicadores criminais é utilizado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública para orientar o planejamento das ações de prevenção e enfrentamento à criminalidade, considerando as características e necessidades de cada região.

As estratégias incluem a atuação integrada das forças de segurança, o policiamento ostensivo, as investigações criminais, as operações de enfrentamento às organizações criminosas e o emprego de recursos tecnológicos. Para a secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, a integração das equipes e o planejamento das ações são fundamentais para a continuidade do trabalho de redução da criminalidade. “A união das nossas equipes, atuando lado a lado, com planejamento, estratégia e inteligência, está sendo fundamental para atingir um objetivo comum: proteger os cidadãos, reduzir a criminalidade e debelar as facções e organizações criminosas”, destacou.

A SSP-MA mantém o acompanhamento permanente dos indicadores por meio da UEAC, com o objetivo de subsidiar as ações operacionais e investigativas em todo o território maranhense.

 

Suspeitos de tráfico e lavagem de dinheiro são presos

A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, nesta quarta-feira (14), a Operação Vips, uma ofensiva interestadual de combate ao tráfico de drogas, à associação para o tráfico e à lavagem de dinheiro. A ação mobilizou mais de 250 policiais civis para o cumprimento de 74 mandados judiciais em cinco estados brasileiros. Até o momento, 25 pessoas foram presas.

Coordenada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) de Imperatriz, a operação tem como alvo pessoas investigadas por envolvimento em atividades relacionadas ao tráfico de entorpecentes e à movimentação de recursos financeiros provenientes de atividades criminosas.

Ao todo, foram expedidos 32 mandados de prisão e 42 mandados de busca e apreensão, cumpridos em municípios do Maranhão e em cidades do Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso. No território maranhense, as ações também alcançaram São Luís e municípios da Região Metropolitana.

Além das medidas de prisão e busca, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados, cujos valores ultrapassam R$ 6 milhões. As medidas patrimoniais buscam atingir os recursos financeiros associados às atividades investigadas e impedir sua utilização pelos grupos envolvidos.

A delegada Jéssica Ingrid, titular da Denarc de Imperatriz, explicou que a operação é resultado de um trabalho investigativo direcionado não apenas à identificação dos envolvidos no comércio ilegal de drogas, mas também ao rastreamento dos recursos financeiros relacionados aos crimes.

“A Operação Vips é resultado de um trabalho investigativo voltado à repressão ao tráfico de drogas e aos crimes associados, como a associação para o tráfico e a lavagem de dinheiro. Além de cumprir as medidas judiciais, buscamos atingir a estrutura financeira dos investigados, com o bloqueio de contas e o sequestro de bens, enfraquecendo a capacidade de atuação desses grupos criminosos”, destacou a delegada.

Atuação integrada em cinco estados

A operação contou com o apoio da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp), da Guarda Municipal de Imperatriz e do Centro Tático Aéreo (CTA), além da mobilização das equipes policiais responsáveis pelo cumprimento das ordens judiciais nos estados envolvidos.

O delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil do Maranhão, Jorge Pacheco, ressaltou a dimensão da operação e a importância da articulação entre as instituições de segurança pública para o cumprimento simultâneo das medidas judiciais.

“A mobilização de 250 policiais civis demonstra a dimensão e a importância dessa força-tarefa, que ultrapassa as fronteiras do Maranhão. Estamos atuando de forma coordenada, com o apoio de outras instituições, para cumprir as determinações judiciais e fortalecer o enfrentamento ao tráfico de drogas e às organizações criminosas”, afirmou.

A secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, destacou que a atuação integrada das forças policiais e as medidas voltadas à identificação e ao bloqueio de recursos financeiros são fundamentais para o enfrentamento às organizações criminosas.

“O combate ao tráfico de drogas exige um trabalho permanente de investigação, inteligência e integração entre as forças de segurança. Nossa atuação não se limita à prisão dos investigados. Também buscamos atingir os recursos que financiam as atividades criminosas. Essa operação demonstra a capacidade de articulação da Polícia Civil do Maranhão com outras instituições e o compromisso do Governo do Estado em fortalecer o enfrentamento ao crime organizado”, ressaltou a secretária.

A meritocracia de Roberto Justus parou em Vorcaro

Polícia Federal revela ligações de Roberto Justus e Daniel Vorcaro

Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro revelam os bastidores da relação entre o ex-controlador do Banco Master e Roberto Justus. Nos diálogos, o empresário e apresentador aparece repetidamente tentando obter respostas e reuniões com Vorcaro para resolver um investimento na SteelCorp, empresa de construção modular comandada por Justus.

Em determinado momento, ele afirma que precisava discutir a “sobrevivência” da companhia e admite que poderia ter de recorrer à recuperação judicial caso o impasse financeiro não fosse solucionado.

As conversas chamaram atenção também pelo contraste com a imagem pública cultivada por Justus ao longo de décadas. Conhecido pelo discurso empresarial centrado em mérito, empreendedorismo, desempenho individual e sucesso nos negócios, o apresentador aparece nas mensagens em uma posição pouco habitual: cobrando insistentemente outro empresário, relatando dificuldades de caixa e dizendo que a própria continuidade da SteelCorp poderia ser colocada em risco caso a negociação não avançasse.

Não há, nas mensagens divulgadas, indicação de crime cometido por Justus na operação. O próprio empresário sustenta que a negociação foi regular, que rompeu posteriormente a relação com Vorcaro e que recomprou o investimento utilizando recursos próprios.

A MERITOCRÁCIA DE JUSTUS

2020 — entrevista sobre seus negócios: Justus declarou de forma bastante direta: “Sou a favor da meritocracia.” Na mesma entrevista, explicou que funcionários que apresentam bom desempenho são valorizados e que os resultados devem ser compartilhados

2026 — Irmãos Dias Podcast: Justus explicou diretamente o que entende por meritocracia nos negócios: “dividir o resultado com quem produz o resultado”. Ele também relacionou isso ao formato de O Aprendiz, em que quem tinha melhor desempenho era recompensado e quem ia mal era penalizado.

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ENTENDA: diagnóstico precoce e Deficiência Intelectual Múltipla

Diagnóstico precoce é a chave para a autonomia na Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

Há dois anos, a rotina de Débora Silva ganhou um novo endereço, a clínica de atendimento TEA da Hapvida, localizada na Areinha, em São Luís. Foi lá que seu filho, Antônio Manoel Silva, hoje com 5 anos, passou a receber o tratamento e estímulos necessários para desbravar o mundo à sua própria maneira.

Recentemente, a caminhada da família enfrentou um novo desafio, o diagnóstico de câncer de Débora, o que a afastou temporariamente de algumas atividades. Agora, em pleno processo de retomada, um dos momentos mais felizes de sua rotina é conseguir voltar a levar o pequeno Antônio para o lugar onde ele tanto gosta de estar.

A história de Antônio traduz perfeitamente o significado da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que entre os dias 21 e 28 de agosto busca conscientizar a sociedade sobre as necessidades específicas desse grupo, combater o preconceito e o capacitismo, e promover a inclusão social plena. Para a terapeuta ocupacional da Hapvida, em São Luís, Lucyanne Regina Luz da Silva Seixas, a semana serve de alerta para a importância do diagnóstico precoce que pode transformar o desenvolvimento de crianças.

“Identificar os sinais de alerta na primeira infância, como atrasos na fala, dificuldades na interação social e barreiras no desenvolvimento motor e iniciar as terapias adequadas o quanto antes é o segredo para abrir portas rumo à autonomia e à qualidade de vida”, explica a terapeuta.

Para Débora, ver o filho cruzar as portas da clínica é a certeza de que todo esforço vale a pena. Mesmo enfrentando o desgaste do tratamento oncológico, o sorriso do filho ao reencontrar a equipe de professionais que cuida renova suas energias.

“Passar pelo tratamento do câncer não tem sido fácil, mas ver a alegria do Antônio ao voltar para a clínica me dá uma força que eu nem sabia que tinha. Ele ama estar aqui e, nesses dois anos de tratamento, a evolução dele é nítida. O diagnóstico precoce mudou as nossas vidas, garantiu que o meu filho recebesse o estímulo certo na hora certa. Estar aqui hoje, trazendo-o pela mão, é celebrar a vida dele e a minha vitória também”, conta emocionada.

A força da equipe multiprofissional

O sucesso do desenvolvimento de Antônio é fruto de um trabalho integrado de uma equipe que une ciência e sensibilidade. Cada especialidade atua para garantir ganhos reais na rotina da criança. A autonomia para realizar atividades cotidianas, como brincar e se vestir, passa diretamente pelas mãos da terapia ocupacional, que trabalha a integração sensorial e a coordenação.

“O papel da Terapia Ocupacional é estruturar o mundo para que a criança com TEA consiga interagir com ele da forma mais funcional possível. Quando intervimos cedo, conseguimos moldar respostas sensoriais e motoras que vão garantir a independência dessa criança no futuro. Ver o Antônio progredir e a felicidade da Débora ao acompanhar esse processo nos mostra que a terapia vai muito além do consultório, ela reconecta a família”, diz a terapeuta ocupacional, Lucyanne Seixas, da Hapvida.

Na comunicação, a fonoaudiologia assume o papel de expandir as barreiras da linguagem, permitindo que a criança expresse seus sentimentos e compreenda o ambiente ao seu redor. De acordo com a fonoaudióloga, da Hapvida, Jacqueline Girão, a comunicação é a base de qualquer interação social.

“Na fonoaudiologia, trabalhamos desde a fala funcional até a expressão não-verbal, respeitando o tempo de cada criança. O diagnóstico precoce é fundamental porque o cérebro na primeira infância tem uma plasticidade incrível. O Antônio desenvolveu ferramentas lindas para se comunicar nesses dois anos, e a presença ativa da família, mesmo diante de tantos desafios, é o que potencializa esse resultado”, reforça.

O desenvolvimento motor e o equilíbrio, fundamentais para que a criança explore o espaço com segurança e confiança, completam o ciclo de cuidados através da fisioterapia. O fisioterapeuta Thiago da Rocha Santos diz que muitas pessoas não sabem, mas o TEA também pode trazer desafios na coordenação motora, no equilíbrio e no tônus muscular.

“Na fisioterapia, usamos o lúdico para que a criança ganhe consciência corporal, força e agilidade. O Antônio é um guerreiro e adora os desafios físicos que propomos. Garantir que ele se movimente com autonomia é dar a ele a liberdade de interagir plenamente com o mundo”, completa o fisioterapeuta da Hapvida.

Um chamado à conscientização

A Semana Nacional lembra que os sinais de atraso no desenvolvimento não devem ser negligenciados. Consultar um neuropediatra e buscar apoio multiprofissional diante dos primeiros sinais é um ato de amor e responsabilidade. Clínicas especializadas, como a da Hapvida em São Luís, mostram que o acompanhamento contínuo e precoce não remove apenas barreiras clínicas, ele acolhe mães como Débora e transforma o futuro de crianças como Antônio.

Sobre a Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 77 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas médicas e 309 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

Assédio eleitoral nas relações de trabalho pode dar cadeia

interferir na liberdade do eleitor de escolher o candidato pode configurar crime

Com a chegada do período eleitoral, a Justiça do Trabalho chama a atenção para uma prática que busca interferir na liberdade do eleitor em escolher seu candidato e no exercício do voto livre e secreto: o assédio eleitoral nas relações de trabalho. Em muitas situações, patrões ou pessoas em posição de poder agem para induzir o trabalhador a votar em determinado político, às vezes com promessas de benefícios ou mesmo com ameaças à continuidade do emprego.

A prática é proibida e pode gerar consequências nas esferas trabalhista, eleitoral e, conforme o caso, criminal.

O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição de poder no ambiente de trabalho para influenciar, constranger ou pressionar trabalhadores a votar, deixar de votar ou apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político.

Essas situações podem dar origem a ações trabalhistas na Justiça do Trabalho, especialmente em casos de ameaça, constrangimento, discriminação ou abuso do poder diretivo do empregador, com possibilidade de responsabilização e indenização pelos danos causados.

Esse foi o caso de uma indústria de embalagens de Rio Verde (GO), condenada por coação política no ambiente de trabalho durante o segundo turno das eleições de 2022.

No curso do processo ficou constatado que a empresa promoveu reuniões para pressionar empregados a apoiarem determinado candidato nas eleições de 2022. Segundo depoimentos de testemunhas, os trabalhadores foram informados de que receberiam folga caso o candidato apoiado pela empresa vencesse o pleito.

Nesse caso, a Justiça do Trabalho condenou a empresa a indenizar por danos morais cada trabalhador ativo no período da campanha eleitoral no valor de R$1.000,00.

Em outro caso, uma empresa de coaching de Vitória (ES) foi condenada a indenizar uma vendedora por assédio eleitoral em 2022. A ação demonstrou que os empregados eram pressionados a manifestar seu voto no candidato apoiado pela empresa.

A empresa fazia pressão psicológica para que os empregados se posicionassem publicamente em favor do então presidente da República, que concorria à reeleição. A gestora fazia interferia para que os empregados revelassem o voto, deixando  clara  a possibilidade  de demissão de quem não adotasse a mesma linha.

Como a vendedora decidiu não revelar suas posições políticas, foi dispensada às vésperas do segundo turno, com mais três colegas de trabalho.

Na ação, ela demonstrou que a demissão foi motivada por não ter manifestado apoio ao candidato da empresa. Para tanto, juntou ao processo áudios e mensagens em aplicativos. As testemunhas ouvidas confirmaram que a empresa apoiava o candidato e induzia os empregados a fazê-lo. A indenização foi fixada pela Justiça do Trabalho em R$ 8 mil.

Como identificar o assédio eleitoral

Vale destacar que nem toda conversa sobre política configura assédio eleitoral. O problema ocorre quando há pressão, intimidação ou qualquer forma de constrangimento em razão da relação de trabalho.

São exemplos de assédio eleitoral:

• ameaçar demitir, transferir ou prejudicar empregados caso não votem em determinado candidato;

• prometer aumento salarial, promoção, bônus ou qualquer benefício em troca de voto;

• obrigar trabalhadores a participar de atos, reuniões, passeatas ou campanhas políticas;

• exigir a divulgação de candidatos nas redes sociais pessoais dos empregados;

• constranger trabalhadores a revelar em quem pretendem votar;

• humilhar, perseguir ou discriminar empregados por suas opiniões políticas.

Também configura assédio eleitoral qualquer tentativa de utilizar a relação de emprego para influenciar a liberdade de escolha do trabalhador durante o período eleitoral.

Como denunciar

Quem sofrer ou presenciar uma situação de assédio eleitoral deve, sempre que possível, guardar provas, como mensagens, e-mails, áudios, vídeos, fotografias ou a identificação de testemunhas. Esses elementos podem contribuir para a apuração dos fatos.

A denúncia pode ser apresentada ao Tribunal Superior do Trabalho, ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O denunciante pode solicitar o sigilo de sua identidade.

O CSJT disponibilizou uma página na internet onde o eleitor pode tirar dúvidas sobre o que é assédio eleitoral, conhecer exemplos dessa prática e saber quais as penalidades.

O que pode acontecer com o (a) empregador (a) que praticar assédio eleitoral?

O empregador que praticar assédio eleitoral no trabalho pode enfrentar sérias consequências, como multa; rescisão indireta do contrato de trabalho – nesse caso, o trabalhador pode pedir a rescisão indireta do contrato de trabalho, podendo sair do emprego e receber direitos como se tivesse sido demitido sem justa causa; indenização por danos morais para o trabalhador; e sanções penais, que pode chegar até a prisão, dependendo da gravidade da situação.

É bom destacar que o empregador pode evitar esse tipo de problema, bastando apenas respeitar a escolha política de cada trabalhador e não usar o ambiente de trabalho para influenciar votos. É importante promover um ambiente justo e livre de pressões.