Cidade do interior tem dois assassinatos em menos de 10 minutos

Crimes foram cometidos com armas diferentes, segundo informação da polícia

cidade de Avelino Lopes, distante 790 Km de Teresina, registrou um duplo homicídio na noite de quinta-feira (13). Um homem e uma mulher foram assassinados a tiros com apenas 10 minutos de diferença de uma ocorrência para a outra. O crime aconteceu no bairro Novo Horizonte e o outro no Centro. As vítimas foram identificadas como sendo Odêncio Batista da Silva, 52 anos, e Jovelina Pereira de Carvalho Neta, 36 anos. Os dois foram mortos a tiros por dois homens encapuzados em uma moto.

De acordo com o capitão Gomes, comandante da 4ª Cia de Policiamento de Avelino Lopes, a princípio os crimes teriam se tratado de uma execução, mas a informação precisa só poderá ser confirmada após a investigação da Polícia Civil. É que, segundo ele, nada de valor material das vítimas foi levado, o que poderia caracterizar latrocínio. Em um dos casos, a vítima estava sentada em uma cadeira na calçada e sequer teve tempo de se levantar já que os criminosos já chegaram atirando.

Odêncio foi assassinado na Rua Fortaleza próximo a um supermercado e Jovelina foi morta na Avenida José Eutímio Alves, em frente ao próprio estabelecimento empresarial.

“Acreditamos também que os crimes tenham sido cometidos por pessoas diferentes, porque as armas utilizadas nos dois casos foram diferentes. Em um local havia cápsula de munição calibre 38 e no outro havia munição de pistola. Não sabemos dizer se por acaso os dois homicídios estão interligados, mas ambos foram cometidos por dois homens encapuzados em uma motocicleta preta”, relatou o capitão Gomes.

Tanto Odêncio Batista quanto Jovelina Pereira morreram ainda no local antes mesmo da chegada do socorro. A Polícia Militar fez o isolamento da área e realizou diligências na região à procura de suspeitos, mas nenhuma prisão foi feita até o momento. Os policiais acionaram a perícia da Polícia Civil para colher as primeiras informações e os homicídios seguirão sob investigação.

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Cantor famoso é diagnosticado com câncer e posta na Net

Anderson é cantor do Grupo Molejo, que ainda faz muito sucesso no país

Em uma postagem no seu perfil pessoal no Instagram, o cantor Anderson Leonardo, de 50 anos, do grupo Molejo, comunicou que foi diagnosticado com câncer.  Na noite desta quinta-feira, 13, ele informou sobre seu estado de saúde.

“Aos amigos, fãs e contratantes informamos que nosso cantor Anderson Leonardo após uma bateria de exames foi diagnosticado com tumor primário oculto (câncer), o mesmo já está em tratamento e esclarece que todos os compromissos e agenda com o Grupo Molejo serão mantidos”, escreveu.

“Alô, meus amigos maravilhosos! Muito obrigado pelo apoio! Estamos aqui com Alice, ela veio aqui trazer alegria pro papai neste momento, né, Alice”, disse Anderson em agradecimento após a repercussão da notícia.

Fracasso do comício de Bolsonaro no Recife foi culpa do sanfoneiro

Gilson era integrante da Banda de Forró Brucelose e virou ministro do Turismo

Está queimado o filme de Gilson Machado Neto, ex-ministro do Turismo, junto a Bolsonaro. Gilson deve ao presidente da República tudo o que ele é ou se tornou.

Antes de conhecê-lo, Gilson era líder de uma banda de forró chamada “Brucelose”; tocava sanfona e desafinava cantando. Brucelose é uma doença que os animais transmitem a pessoas.

Bolsonaro ouviu-o tocar e cantar quando passou pelo Recife em campanha para presidente da República. Como não entende de música, gostou do que ouviu e principalmente gostou dele.

Então, depois de eleito, empregou-o como presidente da Embratur e, mais tarde, o promoveu a ministro do Turismo. Música e turismo poderiam ser a mesma coisa, e por que não?

Gilson, este ano, convenceu Bolsonaro de que tinha chances de se eleger senador por Pernambuco. E de que Anderson Ferreira, prefeito de Jaboatão, seria um bom candidato ao governo.

Aberta as urnas, Gilson ficou em terceiro lugar com 30% dos votos, o mesmo percentual alcançado por Bolsonaro no Estado. Ferreira teve 19%. Mas o que queimou o filme de Gilson não foi isso.

Bolsonaro pediu que ele reunisse líderes evangélicos para um encontro, ontem, e Gilson reuniu-os no hotel Transamérica da praia do Pina. Mas sempre prestativo, quis ir além e deu-se mal.

Contratou um carro de som para que depois da reunião Bolsonaro fizesse um comício no estacionamento do hotel. Fantasiou dois homens de vaqueiro para dar uma cor nordestina ao ato.

Só que esqueceu de providenciar público para assistir ao comício e aplaudir tudo o que Bolsonaro falasse. Foi um desastre. Bolsonaro, de cara amarrada, falou para cerca de 100 pessoas.

E pior: fotos do comício nanico viralizaram na internet em contraste com fotos de multidões que nas últimas 48 horas acompanharam Lula em Salvador, Aracaju e Maceió.

Para completar a desgraça, Lula estará, hoje, no Recife para o que deverá ser um megaevento. Pernambuco tem 185 municípios. Pelo menos 130 confirmaram o envio de delegações.

Na tentativa de justificar o vexame, Bolsonaro comentou sobre o fracasso do comício: “O povo veio de forma voluntária”. De que outra forma poderia ter ido? Pressionado? Sob vara? Alugado?

Os motoqueiros que em qualquer lugar atendem ao apelo de Bolsonaro para desfilar com ele o fazem em troca do combustível. Enchem o tanque e mal gastam um terço do tanque.

Bispo diz que Bolsonaro agiu como agente de Satanás no dia 12

O bispo Dom Mauro Morelli, emérito da Diocese de Duque de Caxias e Presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Consea-MG), criticou a postura de Jair Bolsonaro e seus apoiadores na Basílica Nacional de Aparecida neste feriado do Dia de Nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro.

“Bolsonaro em Aparecida comportou-se como Agente de Satanás. Desrespeitou a Mãe de Jesus e seus outros filhos e filhas, peregrinos famintos de vida com dignidade e esperança. Com seus endiabrados seguidores deveriam ser presos em flagrante como arruaceiros. São Miguel, cuidado!”, escreveu o bispo em seu Twitter.

Conheça a heroína que lutou em defesa das domésticas brasileiras

Laudelina virou líder em defesa dos direitos da domésticas no Brasil

País com mais de 5 milhões de trabalhadores domésticos, o Brasil viu nascer o movimento sindical da categoria na cidade de Santos em 1936, por iniciativa de Laudelina de Campos Melo em busca de melhores condições de trabalho.

E mais de 80 anos depois desse marco na atuação da ativista e sindicalista, homenageada do doodle do Google nesta segunda-feira (12/10), quase 7 em cada 10 trabalhadores domésticos não têm carteira assinada. Durante a pandemia, mais de 1 milhão de postos de trabalho nesse setor foram destruídos no Brasil.

Laudelina nasceu na cidade mineira de Poços de Caldas em 12 de outubro de 1904, menos de 20 anos depois da abolição da escravatura no país, em 1888. Ela começou a trabalhar aos sete anos de idade, abandonou a escola para cuidar dos irmãos enquanto a mãe trabalhava e aos 16 anos passou a atuar de organizações sociais do movimento negro.

Segundo o sociólogo Joaze Bernardino-Costa, naquela época o serviço doméstico era mencionado nas leis sanitárias e policiais somente com o intuito de proteger a sociedade contra as trabalhadoras domésticas, percebidas explicitamente como ameaças em potencial às famílias empregadoras.”Se ainda hoje a associação entre escravidão, trabalho doméstico e negro ainda está presente no imaginário social, sem dúvida nenhuma nas primeiras décadas do século 20 isso ainda era muito presente”, escreveu ele em sua tese de doutorado pela Universidade de Brasília (UnB).

A atuação de Laudelina e de outras pioneiras foi essencial para a categoria, e por extensão para as mulheres negras, porque as trabalhadoras domésticas não tinham direito à sindicalização e nem eram protegidas pela legislação vigente.

Atuação e perseguição política

Já morando em São Paulo, a trajetória de Laudelina ganhou contornos políticos na década de 1930, quando se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e militou pela Frente Negra Brasileira (FNB), entidade do movimento negro que também seria reconhecida como partido.

Ao mesmo tempo, fundou no início daquela década a primeira associação de trabalhadores domésticos do Brasil, em Santos. Naquela época surgiriam também outras entidades da categoria em território paulista.

“A situação da empregada doméstica era muito ruim. A maioria daquelas antigas trabalharam 23 anos e morria na rua pedindo esmola. Lá em Santos, a gente andou cuidando, tratou delas até a morte. Era um resíduo da escravidão, porque era tudo descendente de escravo”, disse ela em entrevista à educadora Elisabete Pinto, publicada em sua dissertação de mestrado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Mas essas entidades, o PCB, a FNB e tantos grupos políticos, culturais e classistas acabariam perseguidos e fechados durante a ditadura de Getúlio Vargas no Estado Novo (1937-1946). E mesmo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que unificou em 1943 as leis trabalhistas existentes até então, não trariam benefícios para os trabalhadores domésticos.

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