Saiba o que o DEM ganhou ao apoiar candidato de Bolsonaro na Câmara

ACM Neto teria sido o protagonista no apoio do DEM ao candidato de Bolsonaro

247 – O apoio do DEM ao candidato de Bolsonaro na Câmara, Arthur Lira (PP-AL) teve um preço ajustado: a entrega da gestão da educação brasileiro para a sigla de ACM Neto. A promessa de Jair Bolsonaro é a de entregar ao DEM o Ministério da Educação logo depois da eleição da Presidência da Câmara, se Lira vencer, informa O Antagonista.

ACM Neto liderou a mudança do apoio da sigla de Baleia Rossi (MDB-SP), candidato de Maia, para Arthur Lira, o de Bolsonaro.

O nome do DEM para o MEC é o do deputado João Roma, do Republicanos, do grupo de ACM Neto, que teria carta branca para lotear toda a pasta – com exceção do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), que fica com Marcelo Lopes da Ponte, nomeado por indicação do senador Ciro Nogueira, presidente do PP.

Roma sucederia o pastor Milton Ribeiro no MEC. Se confirmada a nomeação, estaria encerrado o ciclo ideológico à frente do Ministério, antes do pastor, os radicais de extrema-direita Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub.

 

Matador de filho de prefeito é preso um mês após assassinato

Segundo denúncia, a vítima teria sido assassina com tiros de arma de fogo e pelas costas

Foi preso, na quinta-feira (28), o suspeito de assassinar Wellington Vinícius Afonso Viana, filho do exprefeito de Maricá Uilton Viana. Trata-se de Sebastião Martins. Ele estava escondido numa região de mata fechada em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Ao descobrirem isso, os agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) entraram em contato com o advogado do suspeito, que resolveu se apresentar à polícia. Ele não quis prestar depoimento.

O crime ocorreu no dia 18 de dezembro do ano passado. Wellington estava no bairro São José do Imbassaí, em Maricá, dirigindo seu carro e, quando passava pela Rua Joaquim Afonso Viana, foi atingido por tiros nas costas. De acordo com a investigação a motivação do assassinato teria sido ciúmes: Sebastião acreditaria que sua esposa o estivesse traindo com a vítima.

Desde que Wellington foi morto, a polícia estava à procura do suspeito em diferentes locais. No dia 29 de dezembro, os agentes foram até a casa da irmã de Sebastião, em Sumidouro, na Região Serrana. Quando as equipes chegaram ao local, de acordo com a DHNSGI, Sebastião desconfiou e fugiu por uma mata fechada. Os policiais não conseguiram localizá-lo.

Servidores não terão aumento por 2 anos, diz ministro da economia

Ministro da Economia. Paulo Guedes, já pensa em congelar salários de servidores
Foto: Wilson Dias/Agenciabrasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na terça-feira (dia 26), durante evento on-line promovido pelo Credit Suisse, que caso a pandemia se agrave os servidores poderão ficar sem aumento por dois anos. Sentado ao lado do presidente Jair Bolsonaro, ele disse que um aumento do número de mortes por Covid-19 justificaria a implementação de um “estado de guerra”, que envolve o congelamento dos salários do funcionalismo, entre outras medidas de contenção de gastos.

” Mas e se a pandemia se agrava? Se nós falhássemos miseravelmente na entrega das vacinas, o que eu não acredito. Caso o pior aconteça, nós temos o protocolo da crise, aperfeiçoado agora. No ano passado, tivemos que esperar uma PEC (proposta de emenda à Constituição) de guerra para autorizar a violação da regra de ouro, do teto. Se você disser que a pandemia está assolando o Brasil de novo, você vai declarar estado de guerra. Estado de guerra significa o seguinte: não tem aumento de salário durante dois anos para o funcionalismo, os pisos estão todos bloqueados, acabou esse negócio de subir automaticamente”, disse Guedes.

Apesar disso, o ministro reforçou que o governo está empenhado em garantir a vacinação para toda a população, e que “com a vacinação em massa ocorrendo, o país volta à normalidade”. Isso significa, segundo Guedes, a retomada das discussões sobre as reformas no Congresso, incluindo a reforma administrativa, que propõe uma série de mudanças no funcionalismo.

“Reformas são fundamentais para recuperarmos a nossa dinâmica de crescimento, que foi perdida ao longo de décadas”, afirmou Guedes.

Fonte: extra.globo. Para acessar a matéria completa clique aqui

Você não vai acreditar como está ator da novela “A Viagem”

Felipe Martins durante participação na novela A Viagem

Felipe atualmente com 60 anos vive em um sítio

Felipe Martins fez dezenas de novelas na Globo nos anos 1980/1990. Mas uma delas marcou sua carreira. Como Tato de “A viagem”, filho do protagonista vivido por Antonio Fagundes, ele teve a oportunidade de ficar conhecido por várias gerações por conta das muitas reprises da novela de Ivani Ribeiro.

Hoje, aos 60 anos, o ator mora num sítio, mais afastado, em Teresópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro. “Tenho cuidado dos meus cães, tentando refazer a minha horta, estamos com uma turma (teatro) de 18 alunos somente aos domingos desde outubro e ensaiando para quando for possível apresentar, usamos máscaras e mantemos o distanciamento, tudo com a autorização da prefeitura, é um trabalho diferente mas muito produtivo”, enumera.

Sobre “A viagem”, Felipe diz que tem um carinho especial pela trama. “Eu amei ter feito a novela. Até porque, pra mim, foi um desafio e uma honra trabalhar com o Fagundes e com os outros atores e atrizes da novela. Eu acho maravilhoso essa questão do espiritismo que a novela abordou, eu acho realmente uma religião muito inteligente. Eu tenho todas as religiões, eu respeito muito o que as pessoas acreditam e acredito muito em que nós possamos vencer”, analisa.

Felipe diz que atualmente assiste pouco às novelas e fala do passado. “Eu respeito muito o passado porque é ele quem nos ensina, não sou nostálgico, claro que eu tenho saudades, mas não são saudades doentias, isto é, ‘ai meu Deus, eu quero voltar naquele tempo’, não… É bola pra frente, mas aprendendo com o passado”, afirma.

Morando há dez anos em Teresópolis, o ator está solteiro. “Não estou namorando, estou tranquilo, sem problemas com isso, nenhuma ansiedade e espero que esse período passe logo para que as pessoas possam interagir novamente, porque eu tenho visto muitas pessoas desejando encontrar com as outras e elas não estão conseguindo, espero que isso passe rápido”, observa ele, que teve diverticulite há alguns anos e passou a cuidar mais da saúde: “Eu tive um problema sim, diverticulite, que é um problema no intestino, mas que está sob controle atualmente. E também sou sonâmbulo, mas não tenho tido eventos de sonambulismo ultimamente, isso também está sob controle”, relata ele, em entrevista ao “Gay Blog”.

Quem de fato pagou pela compra da vacina chinesa CoronaVac

Vacina chinesa foi uma aposta do governo de São Paulo, por meio do Instituto Butantan

No domingo (17/1), quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois imunizantes em caráter emergencial e o governo de São Paulo deu início à vacinação, o ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, e Doria trocaram acusações sobre o crédito da CoronaVac, desenvolvida por cientistas do Instituto Butantan com a empresa chinesa Sinovac.

Nas suas entrevistas coletivas de domingo, as autoridades abordaram dois aspectos distintos sobre o financiamento das vacinas. Em primeiro lugar, de onde veio o dinheiro para financiar a pesquisa que levou à CoronaVac. Em segundo, existe a questão de quem vai comprar a vacina — recompensando o esforço pela criação do imunizante.

Sobre a primeira questão, a vacina foi desenvolvida com recursos da empresa chinesa Sinovac e do Instituto Butantan — cujo orçamento está ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

O governo federal investiu seus recursos para auxiliar nas fases de teste de outro imunizante, o da Oxford-AstraZeneca, por intermédio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde. A Fiocruz também será responsável por produzir a vacina de Oxford no Brasil.

Governo e a intenção de investimentos

Existe a perspectiva de um investimento de R$ 63,2 milhões a ser feito pelo Ministério da Saúde no Butantan. Um convênio foi assinado entre as duas partes e, em nota à BBC News Brasil, o ministério da Saúde falou que os recursos estão empenhados para “aquisição dos equipamentos para o centro de produção multipropósito de vacinas”.

Esse convênio, no entanto, foi assinado apenas no dia 24 de dezembro do ano passado, quando a CoronaVac já estava em estado avançado de desenvolvimento.

Na sua coletiva de domingo, o ministro Pazuello anunciou esse investimento como se ele já tivesse sido feito.

“Fomos nós que fizemos o desenvolvimento do parque fabril do Butantan para fazer a vacina. Fizemos um contrato de convênio de mais R$ 80 milhões. Isso em outubro. Você sabia disso? Pois é”, disse o ministro na entrevista coletiva.

Houve, de fato, reuniões entre o Ministério da Saúde e a Fundação Butantan no dia 20 de outubro para a negociação do convênio. E na época Pazuello chegou a anunciar o investimento. Pazuello também anunciou a intenção de comprar 46 milhões de doses da CoronaVac.

Pazuello desautorizado por Bolsonaro

Mas o ministro foi desautorizado horas depois pelo presidente Jair Bolsonaro. A notícia sobre o anúncio foi retirada do site do governo.

Em seguida, o secretário-executivo de Saúde, Elcio Franco, convocou outra coletiva para ler uma nota de esclarecimento do Ministério da Saúde na qual tratava o investimento apenas como “intenção”.

“Não houve qualquer compromisso com o governo do Estado de São Paulo ou o seu governador no sentido de aquisição de vacinas contra covid-19. Tratou-se de um protocolo de intenção entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan em caráter vinculante por se tratar de um grande parceiro do ministério da Saúde na produção de vacinas para o Programa Nacional de Imunização (PNI).” Diz o Ministério.

O vídeo com essa nota de esclarecimento foi publicado por Jair Bolsonaro no Facebook, com o presidente destacando no título uma frase do pronunciamento: “não há intenção de comprar a vacina chinesa”.

Na sua fala de domingo, o governador João Doria fala que “não há um centavo, até agora, do governo federal, para a vacina — nem para o estudo, nem para a compra, nem para a pesquisa”.

A informação de que o governo federal ainda não pagou pelas vacinas coincide com o que disse o Ministério da Saúde em nota à BBC News Brasil. No entanto, o governador de São Paulo omitiu na sua declaração que o governo federal é cliente das doses produzidas pelo Instituto Butantan.

Fora do âmbito politizado do primeiro escalão, as entidades de pesquisa e desenvolvimento de vacinas mantém boas relações.