Senado Federal tem renovação alta, mas com nomes experientes

Senado Federal teve apenas cinco cargos renovados para a próxima legislatura
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A taxa de reeleição para o Senado foi de 38,5%, sustentando a tendência iniciada em 2018. Dos 13 senadores que tentaram a reeleição em 2022, apenas 5 conseguiram. Desde a redemocratização do país, é a primeira vez que duas eleições consecutivas levam a menos de 40% dos senadores renovando o mandato.

Em 2018 o Senado viu a maior renovação de sua história, com apenas 1 em cada 4 senadores que tentaram a reeleição tendo sucesso. Os números de 2022 não são tão extremos, mas ainda assim se destacam da média histórica.

Se comparada com outras eleições em que foi renovado um terço do Senado desde 1990 (quando a composição passou a ser de 81 senadores), a de 2022 teve a maior quantidade de candidaturas à reeleição — 13, empatada com 2006 — e a segunda menor taxa de reeleição, atrás apenas de 1990, quando se reelegeram 3 dos 9 candidatos.

FONTE: AGÊNCIA SENADO

Influencer famoso perde 200 mil seguidores e recebe ataques de ódio

Carlinhos Maia perde seguidores e sofre ameaças por declara voto em Lula

Carlinhos Maia causou alvoroço na web por declarar seu voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. Após o anúncio, feito no último sábado (29), o humorista revelou ter perdido 200 mil seguidores nas redes sociais. Além disso, ele mostrou que vem recebendo diversos ataques de ódio por conta do posicionamento político.

Em primeiro momento, o influenciador digital havia declarado que manteria o voto em segredo para que ninguém deixasse de segui-lo. Acontece que Maia acabou mudando de ideia e usou o Twitter para de manifestar a favor do petista algumas vezes.

Carlinhos, quem você vai votar? COM CERTEZA ALGUÉM QUE PRIMEIRO RESOLVA A FOME DO MEU PAÍS”, escreveu ele em uma publicação. Na sequência, o humorista chegou a postar uma foto de Lula. “Por favor, não nos decepcione. Eu voto 13”, legendou.

Dias depois, Carlinhos Maia voltou à rede para contar que os post geraram revolta entre alguns de seus 25 milhões de seguidores, sendo que milhares deles lhe deram unfollow. “200 mil pessoas deixaram de me seguir… Fico triste, mas aliviado ao mesmo tempo, que fique quem goste de mim além da minha opinião política”, publicou na última segunda-feira (3).

O nível das mensagens que venho recebendo. As pessoas estão me amaldiçoando a troco de nada. Aos que me seguem, não sejam assim. Opiniões e divergências fazem parte da democracia e livre arbítrio de cada um“, disparou ele.

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Deputado chora na Assembleia ao agradecer a reeleição

Deputado Wellington do Curso conseguiu o terceiro mandato

Deputado Wellington do Curso chorou na manhã desta terça-feira durante a sessão plenária na Assembleia Legislativa. O parlamentar que conseguiu 24.850 votos e conquistou o terceiro mandato no Legislativo Estadual.

Wellington iniciou o pronunciamento falando em gratidão e aos poucos foi se emocionando e a voz embargou. Chorando parou de falar e foi aplaudido pelos colegas de parlamento.

” Gratidão ao povo maranhense pelo votos sinceros. Sou apaixonado pelo que faço. A única forma de retribuir é com muito trabalho”, disse o parlamentar.

Sigilo de um século. Saiba em que Bolsonaro impôs segredo

Ao longo do mandato de Jair Bolsonaro, uma série de sigilos de 100 anos foi imposta para impedir o acesso a informações consideradas sensíveis pelo governo. As visitas ao Planalto se tornaram secretas nos casos que incluem os filhos do presidente e os convidados da primeira-dama Michelle Bolsonaro. O governo alega que há informações pessoais nos documentos.

Conforme levantamento do “Estado de S. Paulo”, de 2019 a 2022 o governo impôs segredo a pelo menos 65 casos que tiveram pedidos de acessos via LAI (Lei de Acesso à Informação) por órgãos da imprensa. Entre eles, está o sigilo a telegramas do Itamaraty sobre a prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho no Paraguai e o caso do médico Victor Sorrentino, detido no Egito sob acusação de assédio.

O que o governo colocou sob sigilo:

Visitas a Michelle Bolsonaro

Os dados sobre quem visitou a primeira-dama Michelle Bolsonaro no Palácio da Alvorada foram colocados sob sigilo de 100 anos com o argumento de que há informações de cunho pessoal nos documentos.

Mensagem sobre prisão de Ronaldinho Gaúcho

Preso no início de 2020 no Paraguai por entrarem no país com documentação falsa, Ronaldinho Gaúcho passou seis meses no país. Nomeado embaixador do turismo brasileiro pelo governo federal, o ex-jogador teve seu caso acompanhado pelo Itamaraty. Os pedidos de acessos às mensagens diplomáticas sobre o Ronaldinho e seu irmão Assis foram negados e colocados sob sigilo.

Médico no Egito

Assim como no caso de Ronaldinho Gaúcho, o médico Victor Sorrentino, detido no Egito pela acusação de assédio em 2021, recebeu assistência do Itamaraty no período. Os documentos diplomáticos estão sob sigilo e não podem ser acessados via Lei do Acesso à Informação (LAI).

Carteira de vacinação

Em janeiro de 2021, o governo impôs sigilo de 100 anos para o cartão de vacinação de Bolsonaro. Segundo a assessoria da presidência, os dados “dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem” do presidente.

Acesso dos filhos de Bolsonaro ao Planalto

O governo Bolsonaro também determinou o sigilo de 100 anos sobre informações dos crachás de acesso ao Palácio do Planalto emitidos em nome dos filhos Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Processo sobre Pazuello

O governo federal colocou sigilo de 100 anos no processo interno do Exército contra o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, pela participação dele em um ato político ao lado de Bolsonaro, em maio de 2021. Ele foi investigado por infringir o Regimento Disciplinar do Exército, de 2002.

Ação em favor de Flávio Bolsonaro

A Receita Federal impôs um sigilo de 100 anos no processo conhecido por “rachadinhas” do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O órgão afirma que os documentos possuem informações pessoais, com acesso restrito a agentes públicos e aos envolvidos no processo.

Documentos da Covaxin

Os contratos da aquisição da vacina indiana Covaxin foram colocados sob sigilo de 100 anos pelo Ministério da Saúde. O acordo, assinado em fevereiro de 2021 ao custo de R$ 1,6 bilhão, foi investigado pelo CPI da Covid, que conseguiu derrubar a restrição de acesso.

Matéria públicada no extra.globo.com. Para acessar clique aqui