Justiça Federal determina novas datas para o Enem

Possibilidade de contágio do novo coronavírus pode adiar provas do Enem

A jutiça de São Paulo determinou que o governo reveja as datas do Enem, incluindo os dias de realização do exame e os prazos para a solicitação de isenção da taxa de inscrição.
A reportagem do site jurídico Jota destaca que “de acordo, com a determinação judicial, o cronograma deve ser adequado à “realidade do atual ano letivo” por meio de uma comissão ou consulta, de forma a dar ciência a todos os órgãos e representantes dos Poderes necessários à medida.”
A matéria ainda acresenta que “a decisão foi tomada em uma ação civil pública movida pela Defensoria Pública da União. O argumento é o de que “como consequência deste grave problema de saúde pública [pandemia do coronavírus], escolas fecharam e aulas presenciais foram suspensas”. A Defensoria pondera que “as condições de ensino à distância para os estudantes brasileiros são desiguais”. A petição inicial é assinada pelo defensor Regional de Direitos Humanos, João Paulo de Campos Dorini, e pelos defensores públicos federais Viviane Ceolin Dallasta Del Grossi e Alexandre Mendes Lima de Oliveira.

FONTE: Brasil247

Nada de cloroquina, Estados Unidos apostam em Remdesivir contra Covid-19

Remédio vem tendo resultados promissores contra o novo coronavírus

Antiviral Remdesivir demonstra eficácia em pacientes em estado grave, mas farmacêutica Gilead Sciences pede cautela, pois estudo não está concluído. Informações “vazaram” de conversa entre pesquisadores.

Um grupo de pacientes infectado com o coronavírus Sars-Cov-2 e tratado com o medicamento Remdesivir mostrou uma rápida recuperação em sintomas como febre e dificuldades para respirar, informou o site de medicina americano Stat nesta quinta-feira (16/04).

A notícia fez disparar as ações da empresa fabricante, a Gilead Sciences, e impulsionou as bolsas de valores em todo o mundo, incluindo a de Frankfurt.

Segundo o site, a maioria dos pacientes que tomaram parte no estudo, em Chicago, teve alta em poucas semanas. Apenas dois morreram. O estudo foi feito com 125 pacientes, dos quais 113 gravemente doentes.

Pesquisadores de um hospital da Universidade de Chicago que participaram dos estudos sobre o medicamento antiviral relataram ter observado melhoras rápidas em sintomas como febres e dificuldades respiratórias.

A instituição, porém, afirmou que a notícia sobre a eficácia do medicamento se baseia em informações de conversas de pesquisadores em debates internos, que foram vazadas sem autorização.

A Gilead afirmou que “a totalidade dos dados deve ser analisada para que se possa fazer quaisquer conclusões sobre os testes”. O UChicago Medicine, o centro médico da universidade, afirmou que “dados parciais sobre um teste clínico em andamento são, por definição, incompletos e jamais devem ser utilizados para se chegar a conclusões”.

A Gilead aguarda para o final de abril os resultados da terceira fase do estudo em pacientes humanos com infecções graves de covid-19. Dados adicionais sobre a pesquisa deverão estar disponíveis em maio.

A Universidade de Chicago é um dos 152 locais que participam dos testes realizados pela Gilead envolvendo pacientes de covid-10 em estado grave. Outra pesquisa, com pacientes com o coronavírus em condição moderada, é realizada em 169 locais. Ainda não há nenhum tratamento aprovado para covid-19.

O interesse no medicamento da Gilead tem sido bastante alto. O New England Journal of Medicine publicou na semana passada uma análise que afirma que dois terços dos pacientes em estado grave, em um grupo reduzido, tiveram melhoras em suas condições após serem tratados com o Remdesivir.

O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos iniciou em fevereiro testes em 800 pacientes que receberam doses de Remdesivir ou placebos, mas os resultados ainda não foram divulgados.

FONTE: www.dw.com/pt-br

Com ajuda de empresários, Flávio Dino coloca Bolsonaro no bolso

Flávio Dino ganha disputa com Bolsonaro por respiradores da China

Uma carga de 107 respiradores vindos da China chegou ao aeroporto de São Luís, no Maranhão, na noite desta terça-feira (14). Para conseguir fazer com que os equipamentos que serão usados por pacientes com coronavírus chegassem ao estado, o governo montou o que chamou de “operação de guerra”. A estratégia foi necessária porque em três tentativas anteriores a compra foi “desviada” no meio do caminho.

Em duas situações, Estados Unidos e Alemanha pagaram mais aos fornecedores chineses e levaram os respiradores que estavam reservados pelo Maranhão. Em outra, numa compra interna, o governo federal confiscou toda a produção nacional para distribuir os equipamentos de acordo com seus critérios.

Para driblar os outros interessados, o governo mudou a rota de compra e trouxe a mercadoria pela Etiópia. Ao desembarcar em São Paulo, a carga foi direto para o Maranhão e só lá passou pelos trâmites da Receita Federal, evitando assim que ficassem em SP por ordem do governo federal. Segundo a Folha de S. Paulo, a operação custou R$ 6 milhões e envolveu 30 pessoas.

Além dos respiradores, a carga continha também 200 mil máscaras. Todos os equipamentos foram comprados com dinheiro doado pela iniciativa privada. Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, mais de R$ 10 milhões já foram doados por empresário locais ao governo do Maranhão desde o início da pandemia de covid-19.

Sexo virtual cresce em todo mundo durante a pandemia da Covid-19

Acessos a sites pornográficos cresceu em todo mundo durante pandemia

“Nudes e um copo de água não se nega a ninguém”. Assim a estudante de medicina Luma*, de 19 anos, deu pistas, em uma rede social, de como lidaria com vontades sexuais neste período de isolamento social.

Sem sair de casa há 25 dias por causa da pandemia de coronavírus, a jovem paranaense que costumava frequentar baladas no fins de semana e manter parceiros sexuais regulares não teve muita opção.

“É o tal do tesão acumulado. Como não tem como ver a pessoa pessoalmente, a melhor coisa é interagir pela internet, mandando foto, entrando numa ligação. Dá para matar um pouco a vontade”, conta a jovem, que passa o período de quarentena em casa com a irmã, em Foz do Iguaçu.

A atitude de Luma dialoga com os conselhos que estão vindo de todos os cantos do mundo. Em Nova York, a prefeitura divulgou um guia em que sugere a masturbação como melhor forma de evitar o contágio. “Você é seu parceiro sexual mais seguro”, diz o comunicado.

O Ministério da Saúde da Colômbia, por sua vez, orientou pessoas que não estão em um relacionamento fixo para adiar os encontros ou optar pelas relações virtuais.

No Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, liderado pela ministra Damares Alves, divulgou uma cartilha em que aconselha profissionais do sexo a fazer atendimento online.

Com um isolamento que atinge bilhões de pessoas no mundo inteiro, o consumo e o compartilhamento de conteúdos sexuais vêm aumentando.

Acessos ao site PornHub, por exemplo, uma das principais plataformas de vídeos adultos do mundo, chegaram a crescer 28,9% no Brasil em relação à média diária, no último dia 29 de março, que registrou o pico na curva de ascensão. No índice mundial, o crescimento foi de 24,4%, segundo dados do próprio PornHub.

No Twitter, uma das poucas redes sociais que permitem o compartilhamento público de conteúdo adulto, hashtags que estimulam o compartilhamento de fotos sensuais, nudes ou a paquera apareceram entre os assuntos mais comentados da plataforma no Brasil, nas últimas semanas.

“Vamos agitar essa quarentena, me enviem fotos para avaliar”, comentou uma jovem que pedia imagens a usuários masculinos da rede social.

Descarregar a tensão

Para a sexóloga Ana Canosa, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana (SBSH), esse movimento é natural.

“A sexualidade é uma fonte de prazer importante para a vida humana e você pode obtê-lo sozinho, não precisa do outro. Num momento como esse, de isolamento, usar as ferramentas de tecnologia para essa busca é comum”, diz.

O uso de celulares para fins de paquera e sexo não é um fenômeno novo, alertam os especialistas. Mas, sem opção do encontro “carne e osso” devido à pandemia, pessoas que até então não se interessavam por esse tipo de uso da tecnologia acabam experimentando.

“As pessoas já usavam a tecnologia para a descarga da tensão sexual e algumas até preferem mesmo as relações virtuais. Mas a satisfação é individual. Para quem gosta do encontro offline com o parceiro, não vai ser uma substituição, apenas uma forma de descarregar a tensão sexual daquele momento”, lembra Canosa.

Matéria completa em /www.bbc.com/portuguese/brasil-52218748