Prisão de Caetano Veloso vira espetáculo de primeira grandeza

Caetano Veloso ficou exilado em Londres

Passados 52 anos desde a prisão durante o regime militar, o cantor e compositor Caetano Veloso recorda os momentos marcantes do ocorrido, no documentário Narciso em férias, assinado pela dupla Ricardo Calil e Renato Terra (a mesma que concebeu, há uma década, Uma noite em 67). O filme integra a seleção oficial, em mostra Fora de Competição, do Festival de Veneza, que será presencial, no período entre 2 e 12 de setembro.

Coproduzido por Walter Salles e João Moreira Salles, em produção assinada por Paula Lavigne, o longa revela pensamento íntimos de Caetano acerca dos 54 dias de prisão, a contar do dia 27 de dezembro de 1968, mesma data da prisão do amigo e parceiro Gilberto Gil.

O título da obra Narciso em férias figura no livro Verdade Tropical, e foi retirado de obra de F. Scott Fitzgerald, acentuando a dramaticidade do período passado em esquema de solitária.

“Quando a gente é preso, é preso para sempre”, enfatiza Caetano, ao lembrar de uma frase antológica ouvida do amigo músico, designer e escritor Rogério Duarte, um dos criadores da Tropicália.

Madonna faz self de topless e vira alvo de preconceituosos

Madonna não se intimida com a idade e recebe críticas

Muito antes do Instagram e das selfies, Madonna já mandava ‘nudes’ para o mundo. Era comum que ela aparecesse nua em videoclipes, livros e álbuns. Claro que, com um celular na mão, não seria diferente. A cantora publicou uma foto em frente ao espelho usando uma muleta e fazendo topless. Mas, em 2020, as reações não foram das melhores.

“Você devia agir como uma pessoa da sua idade” e “você não tem mais idade para essas porcarias” são só exemplos dos comentários que a cantora recebeu. Juntamente com as notas da imprensa sobre a foto, a audiência de Madonna expõe o maior “problema”: trata-se de uma mulher de 61 anos.

Pelas lentes machistas da sociedade, o envelhecimento de um homem é considerado algo vitorioso e até mesmo sexy. Enquanto para mulheres, o padrão de beleza é sempre parecer jovem e, quando isso não for mais possível, esconder seu corpo e sexualidade. Sim, essa visão ainda é comum em pleno 2020.

Madonna sabe que o mundo pensa assim e tenta desafiar essa visão faz anos. Em 2016, foi fantasiada com lingerie para o baile do MET e consequentemente criticada por isso. Depois, explicou que queria exatamente provar seu ponto.

“Meu figurino foi uma afirmação política. O fato de pessoas acreditarem que uma mulher não pode expressar a sua sexualidade e se aventurar passada uma certa idade é a prova de que vivemos em uma sociedade sexista e que não aceita mulheres envelhecendo”, disse na época. E fez o mundo questionar: quem decide quem tem idade para o que?

Ao mesmo tempo, a cantora não ignora o seu envelhecimento e o recebe com cuidado. Antes da pandemia provocada pelo novo coronavírus, Madonna estava na ativa com a turnê ‘Madame X’. A cantora se apresentou durante meses com dores no corpo, mas precisou se limitar no palco, evitando coreografias para alguns hits e tendo até mesmo que cancelar algumas datas. Ela chegou a se descrever como uma “boneca remendada com fita crepe e cola”.

UFMA com educação e informação para atravessar a pandemia

Projeto conta com varios parceiros

Desenvolvido em 2018 pelo Setor de Psicologia da Universidade Federal do Maranhão na cidade de Chapadinha, em parceria com a Biblioteca do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais – CCAA, o Projeto Ei! propicia a elaboração e produção de conhecimentos no âmbito da saúde, educação, cidadania e cultura a partir de ações educativas e informativas. Para isso, utiliza de recursos materiais informativos, palestras, atividades lúdicas, campanhas e ações sociais, sempre buscando interlocuções com profissionais de várias áreas de atuação e setores da comunidade.

Como extensão destas compreensões, o Projeto Ei! Educação e Informação – Atravessando a pandemia, nasce das necessidades e demandas atuais de trabalho remoto, tanto do Setor de Psicologia da UFMA naquele município, quanto do Núcleo de Rádio da Diretoria de Comunicação da UFMA na capital maranhense. Com isso, foi dado início a esta produção conjunta.

A psicóloga Léa Furtado, atuante no campus da UFMA em Chapadinha, deixa claro como profissionais de diversas áreas, são convidados a participarem com ponderações e conhecimentos teóricos a cerca da pandemia do novo coronavírus. “Eles são convidados a fazer suas reflexões em formato de apresentações “audiotextuais”. O Projeto Ei! Educação e Informação – Atravessando a pandemia, traz várias vozes na tentativa de iluminar o caminho a ser atravessado enquanto durar a pandemia. Pois, partimos da perspectiva que a saúde é um fenômeno amplo, complexo e multidimensional, e não apenas ausência de doença”, esclarece a organizadora.

O projeto foi veiculado pela primeira vez dia 8 de abril, e de lá pra cá, já foram produzidas 14 edições, e que segundo os produtores, a aceitação tem sido muito boa. “Participar do Projeto Ei! Educação e Informação – Atravessando a pandemia foi uma experiência singular e excelente; poder dar minha contribuição, socializando temas relevantes e que ajudam a deixar a pandemia e a quarentena mais leves. É sem dúvidas uma contribuição enriquecedora para todos.” Esta declaração é da Jaciara Arruda, pedagoga da Assistência Estudantil e Pedagógica do campus da UFMA em Imperatriz. Ela participou do projeto como uma das vozes, “na tentativa de iluminar o caminho a ser atravessado enquanto durar a pandemia”.

Além de ser veiculado no YouTube, o Projeto Ei! Educação e Informação – Atravessando a pandemia é distribuído em várias plataformas de podcast, dentre elas o Spotify. Pode ser ouvido também pelas ondas da Rádio Universidade FM 106,9 MHz dias de segunda, quarta e sexta, às 12h.

Duas senhoras, o Jornalismo, a pandemia e as fake news

* Por Gregório Dantas 

A pandemia do novo coronavirus (Covid-19) impôs à sociedade, como conhecemos, uma mudança radical de comportamento. Involuntariamente ou não, modificamos nossa maneira de perceber as relações sociais e despertamos novas alternativas. Recentemente, eu estava deitado na rede da varanda do meu apartamento, assistindo a um filme com minha esposa, quando escutei um diálogo intrigante que me fez pensativo e muito preocupado.

Eram duas senhoras entre 50 e 60 anos conversando no apartamento do térreo. Elas estavam criticando minha categoria de jornalista e vociferavam que “assistiam a tv e viam os jornalistas pedindo para ficar em casa, entretanto eles (jornalistas) estavam fora de casa”.

Então me veio a seguinte ponderação: será que elas estavam se solidarizando pelo fato de nós, jornalistas, termos que arriscar nossas vidas e as de nossas famílias para levar a informação de forma séria e responsável para a população?

Para minha decepção, não era nada disso. Continuei escutando a conversa e ficou evidente que elas estavam zombando do trabalho da nossa categoria. Elas sorriam e debochavam das informações que, com tanto zelo e responsabilidade, passamos para população. Orientações que temos como fontes profissionais de saúde, infectologistas, biólogos, cientistas.

O tom do diálogo demonstrava uma verdadeira desvalorização do nosso trabalho e da profissão de jornalista.

Elas falavam: “como vamos continuar em casa se eles que tanto pedem estão na rua de boa”, “eu não acredito no que esses jornalistas estão falando, nem no que esses médicos e doutores que eles entrevistam falam”, “isso aí é só besteira que inventaram pro povo ficar em casa e quebrar a economia”, “essa doença só matou 21 pessoas no Maranhão, não sei porque esse alarme todo”, “não conheço ninguém que pegou isso”, “eu vi no ‘zap’ que isso foi uma invenção da China”, “eu vi em um canal do YouTube que essa doença é uma estratégia pra fazer a china dominar o mundo”, “vi em uma corrente de Facebook que nós temos que ir pra rua mesmo pra todo mundo pegar logo isso e ficar imune”.

Essas frases me fizeram refletir sobre a função prática do trabalho de jornalista. Será que estamos conseguindo cumprir bem nosso trabalho? Será que estamos conseguindo levar a informação de forma correta para quem mais precisa? Será que realmente estamos conseguindo contribuir com a sociedade e com os profissionais de saúde que tanto sofrem tratando as vítimas dessa doença? E a pior e mais doída de todas as questões: “Será que nossa dedicação, seriedade e responsabilidade valem a pena?

Para abordar o tema, fico com a definição de jornalismo do professor e comunicologo Nilson Lage: “O jornalismo é uma prática social que se distingue das outras pelo compromisso ético peculiar e pela dupla representação social: jornalistas podem ser vistos, de maneira ampla, como intermediários no tráfego social da informação ou, de maneira estrita, como agentes a serviço de causas consideradas nobres.

A razão dessa duplicidade é histórica e suas consequências ganham relevância numa época em que as narrativas impostas se sobrepõem e determinam os fatos”.
As questões levantadas pelas senhoras, após essa contextualização teórica, verdadeiramente despertam uma aflição.

Em tempos de uma sociedade interligada digitalmente pelas redes sociais e pelo maior perigo delas, que é a divulgação de desinformação pelas fakenews, chego até a pensar que o professor Umberto Eco, que estudamos nas aulas de Teoria da Comunicação, estava correto quando afirmava que as redes sociais dão o direito à palavra a uma “legião de imbecis, que antes falavam apenas em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade”…

Pior ainda é pensar que Eco estava correto quando afirmou que “o drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”. Ideia que eu tanto combatia na sala de aula da Universidade e que hoje me parece cada vez mais real.
Enquanto aluno, imaturo, eu pensava e fantasiava os benefícios e as conquistas da era digital e da internet. Ainda acredito nisso, mas de forma diferente.

Não posso, de forma alguma, desprezar o que venho chamando de “auto alienação voluntária e intencional”. Essa prática, que acredito ser a das duas senhoras, é comum nos que se alimentam das fakenews e as alimentam em um eterno e cruel processo simbiótico de retroalimentação. São os que aderem ingenuamente a uma verdade inexistente, por crença ou identificação, encontrando no falso aquilo que pensa e acreditando como verdadeiro. Eles aceitam o falso como evidência materializada de sua ilusão.

Verdairamente, não acredito que as duas senhoras se enquadrem na outra vertente: os que se alimentam e alimentam as fakenews. Ainda tenho esperanças que elas não sejam os que sabem das falsificações e não se importam, por considera-las úteis aos seus fins ideológicos. Tomara que esse não seja o caso.

Elas seriam sim o primeiro caso. Acreditando que elas sejam as ingênuas que repetem a prática do que chamei de auto alienação voluntária e intencional. Elas quase que automaticamentes e instintamente pegam o smartphone, acessam qualquer rede social, sem referência alguma, sem embasamento cientifico algum, no mais puro e simples achismo, então escolhem acreditar naquilo como verdade absoluta e compartilham para todos seus contatos.

É triste perceber que essa prática se transformou em quase uma regra. Mais triste, ainda, é ver pessoas próximas a nós, jornalistas, se utilizando dessa mesma prática autoalienativa e compartilhando sem critério algum essas fakenews nojentas e perigosas que colocam em risco a vida dos profissionais de saúde, da própria família e de toda a população.

É importante destacar que as falsas informações podem ser refutadas, entretanto, seguindo a máxima de outro teórico que deveria ser mais lido nessa época, Jean Baudrillard, o falso pavimenta o caminho do verdadeiro e pelo “paroxismo do absurdo seria o bom uso social do falso uma irrealidade cotidiana fazendo eco”.

Espero que essa aflição que sinto quanto a função prática do trabalho de jornalista seja uma coisa passageira. Espero que nossa sociedade supere o quanto antes essa fase de negacionismo histórico e científico, de ataque violento a pesquisa, a ciência e a educação. De acordo com o professor titular de história do Brasil da USP, Marcos Napolitano, “não se pode negar o conhecimento, a ciência e os fatos históricos”. Do contrário, a conta vai chegar e vai ser muito cara.

O professor Napolitano também alimenta o coração de jornalistas e historiadores quando afirma que um método eficaz de combater o perigo do negacionismo é justamente a utilização da história pública e da comunicação direta por meio das mesmas redes sociais.

Durante muito tempo a produção historiográfica e teórica jornalística ficou “presa” ao mundo acadêmico, em artigos extensos que só dialogam com professores e alunos. Napolitano crê que a saída e a forma mais adequada para o combate ao negacionismo científico e histórico seria a produção de qualidade técnica e estética no YouTube, Instagram ou Facebook. As mesmas ferramentas tão utilizadas pelos negacionistas.

Tendo em vista as pontuações e as abordagens teóricas apresentadas, podemos concluir e acreditar que não devemos “desisitir” do jornalismo, da pesquisa, da educação e da ciência apesar do constante e pesado ataque a essas áreas. Podemos atacar as fakenews, a desinformação e a alienação com mudanças no método de abordagem, melhorias estéticas e de produção na forma do produto.

Devemos utilizar justamente o caminho que as duas senhoras do começo do texto utilizaram: as redes sociais.

Parafraseando o experiente jornalista e radialista maranhense, Juraci Vieira Filho, “as redes sociais quando bem utilizadas podem ser ferramentas maravilhosas de transformação social”. Quando bem utilizadas!

*Graduado em Comunicação Social com habilitação em jornalismo pela UFMA, pós graduado em assessoria de comunicação pela Universidade Estácio São Luís e graduando em História (UFMA)

Globo demite e reduz salários de grandes estrelas e gera protesto

Salário de diretores de novelas teriam sido reduzidos pela metade

Nesta sexta-feira (10), o dia pode ser de grande tensão na sede da Globo em São Paulo. Tudo indica que Sindicalistas e funcionários se organizaram para protestar nas duas entradas da emissora. As informações são de Ricardo Feltrin, do Uol.
As demissões em massa na Globo tem representação nas queixas, mas principal reclamação é sobre a mudança no plano de saúde, que supostamente teria recebido um “downgrade”. Para garantir volume no ato, familiares dos funcionários também estão sendo convocados a protestar .

“A [emissora] está discriminando seus trabalhadores, mostrando a face mais cruel do sistema capitalista, no qual só alguns conquistam privilégios”, diz uma nota disparada nas redes pelo boletim sindical “Antena Ligada”. Em nota ao colunista citado, a Globo garantiu que nenhuma mudança recente irá prejudicar os funcionários.

Os contratempos internos da Globo começaram no segundo semestre do ano passado, quando a mesma começou um projeto de reestruturação. A intenção é enxugar gastos, readequar salários e transformar empresas do grupo em uma única entidade.

De acordo com a Veja, o trio de diretores Dennis Carvalho, Denise Saraceni e Rogério Gomes, o Papinha, tiveram seus salários reduzidos e deixaram de ser Pessoa Jurídica para receber pelo sistema CLT. Cerca de 50% da remuneração dos três foi cortada. Carvalho faturava R$ 400 000 e Papinha e Saraceni, R$ 250 000.

Para o Grupo Globo, as mudanças são uma correção de rota. Os grandes contracheques surgiram na gestão de Marluce Dias como diretora geral da emissora entre 1998 e 2002. Ela veio da Mesbla e decidiu criar uma série de núcleos na emissora como um grande magazine.

Isso criou uma competição entre diretores tanto pela audiência, à época na casa dos 50 pontos no Ibope, quanto pela receita milionária do mercado publicitário. Apresentadores também estão sendo afetados por essas mudanças. Patrícia Poeta e Zeca Camargo estariam insatisfeitos com mudanças salariais.

Justamente por isso, os dois e a apresentadora Angélica, mulher de Luciano Huck, foram sondados pela Record. Nenhum deles desmentiu essas informações que circularam.

Outros profissionais, como Tino Marcos, preferiram tornar-se freelancer a diminuir o pichuleco. Dentro do alto escalão, o diretor-geral Alberto Pecegueiro decidiu sair a partir de janeiro de 2020, depois de 25 anos.

O número de demitidos foi oficializado em 150 pessoas na TV Globo. O colunista Ricardo Feltrin, do UOL, disse que os cortes devem prosseguir até 2022.

Com informações do site Meia Hora e Diário do Centro do Mundo