Apostador tenta provar que faturou 18 milhões de reais na Lotomania

Apostador tenta há quatro anos provar que ganhou o prêmio de R$ 18 milhões

Há mais de quatro anos o autônomo Marcos Pessoa, 44 anos, tenta provar na Justiça que ganhou mais de R$ 18 milhões na loteria. Foi no concurso 1.737 da Lotomania, ocorrido em fevereiro de 2017. Ele afirma que a máquina leu as marcações do cartão dele de maneira incorreta e diz que é possível comprovar. Ao todo seria um jogo de 20 acertos, 5 apostas com 19 dezenas certas e mais 16 bilhetes com 18 números sorteados.

Conforme ele mesmo conta, toda semana o então produtor de molho de pimenta jogava os mesmos 39 números tentando aproveitar que o concurso vinha acumulando. “Eram números que estavam sempre saindo. Então eu escolhi essas 39 dezenas e deixava a máquina completar com os outros 11”, relata.

Foi o que Marcos diz que aconteceu no dia 15 de fevereiro de 2017. Ele foi até a Lotérica Alameda, em Taguatinga, com este único cartão preenchido e pediu para que fosse passado 23 vezes. “Eu cheguei lá quando já estava perto de fechar. Ia passar 40 vezes, mas estava com pouco dinheiro na hora. Fiz os jogos e fui embora”, explica.

Dois dias depois, o sorteio aconteceu e ele conferiu da maneira que parecia mais fácil. Olhou quantos dos 39 números habituais tinham sido sorteados e passou a conferir apenas os outros 11 da máquina. “Eu vi que a Caixa avisou que tinha acumulado. Como eu já tinha 18 acertos, deveria conseguir mais um número só, mas achei os dois que me dariam o prêmio todo”, lembra.

Ele achou estranho o suposto erro da Caixa e foi conferir novamente os bilhetes, dessa vez olhando os números que deveriam ser fixos. Foi aí que veio a surpresa. “Eu vi que em nenhum dos jogos tinham todos os números que eu costumo marcar. Alguns tinham 36, 37, 38, mas nenhum 39”, destaca.

Ainda na esperança de conseguir provar que merecia ter o prêmio, Marcos foi de volta até a casa lotérica e pediu as gravações da câmera de segurança para provar que ele tinha usado apenas um bilhete e que um erro tinha ocorrido. Informado de que só poderiam passar as imagens mediante decisão judicial, ele acionou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

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