Disputa por direção do partido político Pros acaba na polícia

Collor e Telmário Mota, nas extremidades, e Zenaide Maia, ao centro, se filiaram ao Pros no início de 2019. Bancada do partido no Congresso declara apoio a presidente destituído. Foto: Pros

A crise no Pros toma rumos de guerrilha interna com cenas como invasão à sede nacional em Brasília com homens armados e até um suposto contra-ataque para a retomada do imóvel devido a recente pouso de helicóptero no local. Mas é a troca de denúncias que mais desgasta os dirigentes do Pros. Seus personagens parecem ter saído de um faroeste macarrônico. O caso foi parar na Polícia Civil do DF e na Justiça.

O presidente e fundador do partido, Eurípedes Gomes de Macedo Júnior, foi alvo de uma manobra para tentar afastá-lo do cargo por um grupo de dissidentes, chamados por ele de “golpistas”. O grupo ocupou, no último dia 11, a sede do Pros, na capital federal, uma casa no Lago Sul. Cerca de 50 seguranças armados são mantidos dentro e fora do imóvel. A disputa envolve o controle de recursos dos fundos partidário e eleitoral, que, somados, devem chegar este ano a R$ 80 milhões.

Os “rebeldes” realizaram, de surpresa, uma reunião na sede do partido para que a direção nacional fosse destituída e assim tentar dar legalidade ao ato. Mas Eurípedes Júnior permanece como presidente do Pros perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) . É o que consta na página oficial.

Para remover Eurípedes do cargo, o grupo rebelde alegou que o então dirigente cometeu “diversas infrações disciplinares, especialmente por desviar recursos partidários e negociar a legenda em evidente prejuízo do partido e para auferir vantagens financeiras e pessoais”.

Eurípedes tenta a reintegração de posse da sede do partido e a anulação do que chama de golpe. Na semana passada, um helicóptero pousou próximo ao imóvel. O episódio foi considerado uma tentativa de intimidação pelos autodeclarados novos dirigentes. A assessoria de Eurípedes afirma que o helicóptero não tem relação alguma com o partido ou com ele e que o pouso foi feito por motivos técnicos conforme o próprio piloto da aeronave informou posteriormente. Então, o grupo rebelde que se apropriou da sede teria distorcido a informação.

A guerra interna no Prós está sendo travada pelas redes sociais oficiais do partido, pois o grupo rebelde se apoderou do Facebook, Instagram e Twitter e emite informações de que Eurípedes foi destituído. Mas o site oficial do partido permanece sob o controle do fundador da legenda.

BANCADA FEDERAL

A bancada do Pros no Congresso Nacional soma dez deputados federais e três senadores. Em nota, eles declaram apoio a Eurípedes Júnior. O documento foi assinado pelos líderes das bancadas das duas Casas, senador Telmário Mota (RR) e Toninho Wandscheer (PR).

“Os senadores, bem como os deputados federais do Pros, reconhecem a plena vigência de mandato da atual Executiva Nacional, presidida por Eurípedes Gomes de Macedo Júnior, e repudiam a nota que foi indevidamente veiculada por pessoa não autorizada no site do partido mencionando nova composição”, destacaram os parlamentares. O senador Fernando Collor (AL) também se manifestou em apoio a Eurípedes Júnior nas redes sociais.

Fonte: congressoemfoco.uol.com.br

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