Pedreiro brasileiro que lutava na Guerra da Ucrânia desaparece

Pedreiro brasileiro que lutava na Guerra Ucrânia e Rússia está desaparecido

O brasileiro Wagner da Silva Vargas, de 29 anos, está desaparecido desde 15 de junho após atuar como voluntário no conflito entre Ucrânia e Rússia. Natural de Santo Antônio do Sudoeste, no sudoeste do Paraná, Wagner se alistou nas forças ucranianas em março de 2025. O desaparecimento foi comunicado à Embaixada do Brasil na Ucrânia e a família foi oficialmente notificada na sexta-feira (27).

Wagner morava com a mãe, Maria de Lourdes Lopes da Silva, e trabalhava como pedreiro antes de decidir se alistar para combater na guerra. Ele não tinha experiência prévia em situações de combate ou carreira militar formal. A decisão de ingressar como voluntário foi tomada enquanto residia no estado do Rio Grande do Sul, onde também trabalhava na construção civil.

Segundo a mãe, Wagner demonstrava grande entusiasmo pela iniciativa. “Ele disse que era o sonho dele. Queria conhecer o mundo e viver uma vida diferente”, relatou. Ainda de acordo com ela, o filho organizou toda a logística da viagem por conta própria, incluindo passaporte, compra das passagens e demais trâmites para ingressar no território ucraniano.

O brasileiro embarcou para a Ucrânia em 3 de março e o último contato com a família ocorreu no dia 11 de junho. Na ocasião, ele afirmou que estava em combate e que, por esse motivo, ficaria sem acesso ao celular. Desde então, não houve novas mensagens ou atualizações por parte dele.

Relatos de estrangeiros que atuam como voluntários ou contratados pelas forças ucranianas indicam que muitos desses combatentes são deslocados para as zonas de maior risco, na linha de frente do conflito. O objetivo da estratégia, segundo publicações especializadas, é preservar as tropas regulares ucranianas ao designar estrangeiros para áreas de confronto direto.

Wagner fazia parte desse contingente de combatentes estrangeiros que se voluntariam para integrar o esforço militar da Ucrânia. Fontes internacionais apontam que, além de voluntários idealistas, há também mercenários atuando no conflito. A distinção entre os dois grupos, no entanto, nem sempre é clara do ponto de vista operacional.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que acompanha o caso por meio da Embaixada em Kiev e que permanece em contato com os familiares de Wagner para fornecer apoio necessário. Até o momento, não há informações oficiais sobre o paradeiro do brasileiro.

A mãe segue aguardando notícias. “A gente ainda tem esperança de que ele esteja vivo. Só queremos uma resposta”, disse.

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