{"id":220,"date":"2019-11-18T10:12:17","date_gmt":"2019-11-18T13:12:17","guid":{"rendered":"https:\/\/slz612.com.br\/?p=220"},"modified":"2019-11-18T10:12:17","modified_gmt":"2019-11-18T13:12:17","slug":"politica-brasileira-e-dominada-por-brancos-e-ricos-diz-estudo-do-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/2019\/11\/18\/politica-brasileira-e-dominada-por-brancos-e-ricos-diz-estudo-do-ibge\/","title":{"rendered":"Pol\u00edtica brasileira \u00e9 dominada por brancos e ricos, diz estudo do IBGE"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-221\" src=\"https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/DEPUTADOS-cor-ou-raca_cadeiras.png\" alt=\"\" width=\"2250\" height=\"2250\" srcset=\"https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/DEPUTADOS-cor-ou-raca_cadeiras.png 2250w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/DEPUTADOS-cor-ou-raca_cadeiras-150x150.png 150w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/DEPUTADOS-cor-ou-raca_cadeiras-300x300.png 300w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/DEPUTADOS-cor-ou-raca_cadeiras-768x768.png 768w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/DEPUTADOS-cor-ou-raca_cadeiras-1024x1024.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 2250px) 100vw, 2250px\" \/><\/p>\n<p>O Brasil ainda tem muito a caminhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 plena visibilidade e representatividade da popula\u00e7\u00e3o preta ou parda. Em 2018, apenas 24,4% dos deputados federais eleitos se declararam pertencendo a essa parcela populacional, que representa mais da metade (55,8%) do total de habitantes do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio \u00e9 parecido na esfera estadual: apenas 28,9% entre os vitoriosos no pleito para as Assembleias Legislativas, no mesmo ano, eram pretos ou pardos. Entre os vereadores, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco melhor. A elei\u00e7\u00e3o de 2016 registrou 42,1% de pretos ou pardos entre os eleitos para as respectivas c\u00e2maras municipais. Ainda assim, o n\u00famero mostra uma sub-representa\u00e7\u00e3o, considerando a popula\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Esses dados est\u00e3o no no \u00faltimo estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Ra\u00e7a, divulgado pelo IBGE. O trabalho tra\u00e7a um panorama das diferen\u00e7as raciais no pa\u00eds, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua) e registros administrativos de outros \u00f3rg\u00e3os, como a Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n<p>&#8220;Esses indicadores de representa\u00e7\u00e3o s\u00e3o importantes para monitorar como esses grupos minorit\u00e1rios se inserem em espa\u00e7o de tomada de decis\u00e3o&#8221;, explicou a analista de Popula\u00e7\u00e3o e Indicadores Sociais do IBGE, Luanda Botelho.<\/p>\n<p><strong>Falta de candidatos n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica raz\u00e3o para desigualdade<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da estat\u00edstica de eleitos, o estudo analisou tamb\u00e9m a propor\u00e7\u00e3o de candidaturas para deputado federal em 2018.<\/p>\n<p>A taxa de pretos ou pardos que tentaram uma vaga na C\u00e2mara foi consideravelmente maior que a de eleitos: 41,8%. Para Luanda, ao compararmos os n\u00fameros, evita-se que se fa\u00e7a uma correla\u00e7\u00e3o direta entre falta de candidaturas e sub-representa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o percentual \u00e9 bem maior de candidatos do que de eleitos. O estudo levou em considera\u00e7\u00e3o os deputados federais efetivamente eleitos em 2018, e n\u00e3o a composi\u00e7\u00e3o atual da C\u00e2mara.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2019_11\/cor-ou-raca_orcamento.png\" \/><\/p>\n<p>O trabalho tamb\u00e9m mostrou o n\u00famero de candidaturas de acordo com as faixas de or\u00e7amento de campanha. \u201cMuitos estudos de candidaturas apontam elementos que as tornam mais propensas ao sucesso eleitoral. E isso vira um c\u00edrculo vicioso para grupos sub-representados\u201d, afirmou Luanda. Entre os candidatos com or\u00e7amento de R$ 1 milh\u00e3o ou mais, apenas 16% eram pretos ou pardos.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o em cada unidade da federa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi mostrada, levando em conta que os estados t\u00eam propor\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o bastante vari\u00e1vel. Amazonas e Rond\u00f4nia alcan\u00e7aram o melhor n\u00edvel, com raz\u00e3o de 0,93 e 0,90, respectivamente \u2013 sendo 1 o equil\u00edbrio perfeito entre taxa da popula\u00e7\u00e3o preta ou parda e deputados federais eleitos desta parcela.<\/p>\n<p>Na outra ponta, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul n\u00e3o tiveram nenhum deputado federal eleito que tenha se autodeclarado preto ou pardo. \u00c9 importante ressaltar que a Justi\u00e7a Eleitoral permite que um candidato n\u00e3o se declare de nenhuma cor ou ra\u00e7a.<\/p>\n<p>O mapa de propor\u00e7\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o e as candidaturas corrobora a explica\u00e7\u00e3o de que a aus\u00eancia de postulantes pretos ou pardos n\u00e3o \u00e9 motivo para sub-representa\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica. Isso porque, nessa an\u00e1lise, 11 unidades da federa\u00e7\u00e3o ficaram com raz\u00e3o entre 0,75 a 1, portanto em situa\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima ao equil\u00edbrio. Apenas o Paran\u00e1 ficou abaixo de 0,50.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil ainda tem muito a caminhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 plena visibilidade e representatividade da popula\u00e7\u00e3o preta ou parda. 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