{"id":1790,"date":"2021-04-05T08:34:48","date_gmt":"2021-04-05T11:34:48","guid":{"rendered":"https:\/\/slz612.com.br\/?p=1790"},"modified":"2021-04-07T20:44:29","modified_gmt":"2021-04-07T23:44:29","slug":"casos-de-covid-no-futebol-sao-iguais-a-de-profissionais-da-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/2021\/04\/05\/casos-de-covid-no-futebol-sao-iguais-a-de-profissionais-da-saude\/","title":{"rendered":"Casos de covid no futebol s\u00e3o iguais a de profissionais da sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1791\" style=\"width: 2570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1791\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1791\" src=\"https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/futebol-jogadores-bola-grama-807119-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1397\" srcset=\"https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/futebol-jogadores-bola-grama-807119-scaled.jpg 2560w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/futebol-jogadores-bola-grama-807119-300x164.jpg 300w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/futebol-jogadores-bola-grama-807119-1024x559.jpg 1024w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/futebol-jogadores-bola-grama-807119-768x419.jpg 768w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/futebol-jogadores-bola-grama-807119-1536x838.jpg 1536w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/futebol-jogadores-bola-grama-807119-2048x1118.jpg 2048w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/futebol-jogadores-bola-grama-807119-500x273.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><p id=\"caption-attachment-1791\" class=\"wp-caption-text\">Em mar\u00e7o, as partidas de futebol foram suspensas com previs\u00e3o de retomada em 14 de junho<\/p><\/div>\n<div class=\"entry-content clr\">\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong><em>POR Karina Toledo\/Ag\u00eancia FAPESP*<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Estudo conduzido na USP revela que a incid\u00eancia de infec\u00e7\u00e3o pelo novo coronav\u00edrus entre os atletas da Federa\u00e7\u00e3o Paulista de Futebol durante a temporada de 2020 foi de 11,7% \u2013 um \u00edndice equivalente ao de profissionais de sa\u00fade que atuam na linha de frente do combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p>Para chegar a esse n\u00famero, os autores analisaram retrospectivamente quase 30 mil testes de RT-PCR aplicados em 4.269 atletas ao longo de oito torneios, sendo seis masculinos (Ta\u00e7a Paulista, Sub-23, Sub-20 e as tr\u00eas divis\u00f5es do Campeonato Paulista) e dois femininos (Campeonato Paulista e Sub-17). Ao todo, 501 exames confirmaram a presen\u00e7a do SARS-CoV-2. Tamb\u00e9m foram analisados 2.231 testes feitos em integrantes das equipes de apoio (profissionais da sa\u00fade, comiss\u00e3o t\u00e9cnica, dirigentes, roupeiros etc.) e 161 deram positivo, ou seja, 7%.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma taxa de ataque bem superior \u00e0 observada em outros pa\u00edses. Na liga dinamarquesa de futebol, por exemplo, foram quatro resultados positivos entre 748 atletas testados [0,5%]. Na Bundesliga [da Alemanha], foram oito casos entre 1.702 jogadores[0,6%]. Mesmo no Catar, onde h\u00e1 um risco moderado de transmiss\u00e3o comunit\u00e1ria, o n\u00famero foi menor do que o nosso: 24 positivos entre 549 avaliados [4%]. Comparados aos outros casos de que se tem registro, portanto, nossos jogadores se infectaram entre tr\u00eas e 24 vezes mais\u201d, conta \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP Bruno Gualano, professor da Faculdade de Medicina (FM-USP) e coordenador da pesquisa.<\/p>\n<p>No artigo, que ainda est\u00e1 em processo de revis\u00e3o por pares, os autores afirmam que os n\u00fameros provavelmente est\u00e3o subestimados. O grupo teve acesso \u00e0 base de dados do laborat\u00f3rio comissionado pela Federa\u00e7\u00e3o Paulista de Futebol para testar os atletas. No entanto, os jogadores de times que disputaram torneios nacionais tiveram a op\u00e7\u00e3o de fazer os testes em laborat\u00f3rios comissionados pela Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol (CBF). Esses resultados, portanto, n\u00e3o entraram na an\u00e1lise.<\/p>\n<p>De qualquer modo, os dados de S\u00e3o Paulo indicam que o v\u00edrus afetou igualmente os homens e mulheres avaliados. J\u00e1 quando se comparam os resultados dos atletas e dos membros do staff, nota-se que a taxa de ataque foi maior no primeiro grupo. Por\u00e9m, os casos graves foram mais frequentes no segundo grupo, que tem uma m\u00e9dia de idade mais alta e condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade mais heterog\u00eaneas.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um dado que preocupa. Os poucos casos graves \u2013 entre eles um que evoluiu para \u00f3bito \u2013 foram registrados entre os integrantes do staff. Embora nossos dados sinalizem que os atletas tendem a desenvolver apenas sintomas leves ou mesmo serem assintom\u00e1ticos, eles podem atuar como vetor de transmiss\u00e3o para a comunidade. Em geral, s\u00e3o indiv\u00edduos com uma vida social muito ativa\u201d, afirma Gualano.<\/p>\n<p>O pesquisador ressalta que a pol\u00edtica que prev\u00ea o rastreio de contactantes nunca foi implementada no Brasil e, portanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mensurar o impacto das infec\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias provocadas pelos jogadores em seus domic\u00edlios ou c\u00edrculos sociais.<\/p>\n<h1>Onde est\u00e1 o risco<\/h1>\n<p>Devido \u00e0s medidas de distanciamento social implementadas no Estado S\u00e3o Paulo em mar\u00e7o de 2020, as partidas de futebol foram suspensas temporariamente e retomadas no dia 14 de junho. Para minimizar o risco de transmiss\u00e3o da COVID-19, o Comit\u00ea M\u00e9dico da Federa\u00e7\u00e3o Paulista de Futebol criou um protocolo que prev\u00ea testagem frequente dos atletas e equipes de apoio, isolamento de infectados, rastreio de contactantes (dentro do ambiente esportivo) e uma s\u00e9rie de medidas de higiene.<\/p>\n<p>\u201cOs casos apareceram toda vez que houve fuga do protocolo\u201d, afirma Mois\u00e9s Cohen, presidente do Comit\u00ea M\u00e9dico. \u201c\u00c9 um ambiente controlado, onde os riscos s\u00e3o monitorados e minimizados, dentro do poss\u00edvel, fazendo testes a cada dois ou tr\u00eas dias. Para aqueles que saem [da concentra\u00e7\u00e3o] e voltam os testes s\u00e3o di\u00e1rios. Tamb\u00e9m implementamos rastreamento de contatos em caso de RT-PCR positivo e todos os cuidados de prote\u00e7\u00e3o, como EPI [equipamento de prote\u00e7\u00e3o individual] e \u00e1lcool gel\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo Gualano, de fato o risco de transmiss\u00e3o do v\u00edrus durante as partidas tem se mostrado pequeno. Mas h\u00e1 outros fatores que comprometem a efic\u00e1cia do protocolo, que o professor da FM-USP considera tecnicamente adequado.<\/p>\n<p>\u201cFuncionaria se fosse aplicado na Dinamarca ou na Alemanha. Conta-se muito com o bom senso dos atletas, que s\u00e3o orientados a ir do Centro de Treinamento para casa e a manter o distanciamento social e as medidas n\u00e3o farmacol\u00f3gicas de prote\u00e7\u00e3o nas horas de descanso. Mas aqui no Brasil uma boa parcela n\u00e3o segue essas regras e n\u00e3o sofre qualquer tipo de puni\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, viaja-se muito para disputar as partidas. Os times menores v\u00e3o de \u00f4nibus, comem em restaurantes e ficam provavelmente mais expostos do que os jogadores de elite. Nossa desigualdade social permeia tamb\u00e9m o futebol\u201d, diz Gualano.<\/p>\n<p>O estudo evidencia que alguns times foram bem mais afetados. Um deles chegou a registrar 36 casos positivos, sendo 31 em um \u00fanico m\u00eas. Sete times tiveram mais de 20 casos confirmados e 19 registraram dez ou mais casos. Para Cohen, todos os surtos s\u00e3o consequ\u00eancias de quebra do protocolo.<\/p>\n<p>Gualano v\u00ea com grande preocupa\u00e7\u00e3o o fato de o Campeonato Paulista ter sido retomado na cidade fluminense de Volta Redonda duas semanas ap\u00f3s os jogos terem sido suspensos no Estado de S\u00e3o Paulo, em 11 de mar\u00e7o, diante do recrudescimento da pandemia e da emerg\u00eancia de variantes virais mais agressivas.<\/p>\n<p>\u201cEnquanto a transmiss\u00e3o da COVID-19 n\u00e3o for mitigada, qualquer setor que reabra representa um risco elevado de cont\u00e1gio. A \u00fanica alternativa segura seria isolar completamente o futebol dentro de uma bolha, como fez a NBA [Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Basquete, dos Estados Unidos], a um custo de US$ 170 milh\u00f5es. Ou fecha ou isola\u201d, defende o professor da FM-USP.<\/p>\n<p>A pesquisa foi realizada no \u00e2mbito da coaliz\u00e3o Esporte-COVID-19, formada por pesquisadores do Hospital das Cl\u00ednicas (FM-USP), Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital do Cora\u00e7\u00e3o (HCor), Complexo Hospitalar de Niter\u00f3i, Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e N\u00facleo de Alto Rendimento Esportivo, com o apoio da Federa\u00e7\u00e3o Paulista de Futebol. O cons\u00f3rcio tem o objetivo de acompanhar as poss\u00edveis consequ\u00eancias de longo prazo da COVID-19 em jogadores de futebol e outros atletas de elite.<\/p>\n<ul>\n<li><strong><span style=\"font-size: 8pt;\">Al\u00e9m de Gualano e Cohen, dois bolsistas de doutorado da FAPESP assinam o artigo: Ana J\u00e9ssica Pinto e \u00cdtalo Ribeiro Lemes.<\/span><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR Karina Toledo\/Ag\u00eancia FAPESP* Estudo conduzido na USP revela que a incid\u00eancia de infec\u00e7\u00e3o pelo novo coronav\u00edrus entre os atletas da Federa\u00e7\u00e3o Paulista de Futebol durante a temporada de 2020 foi de 11,7% \u2013 um \u00edndice equivalente ao de profissionais &hellip; <a href=\"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/2021\/04\/05\/casos-de-covid-no-futebol-sao-iguais-a-de-profissionais-da-saude\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1790"}],"collection":[{"href":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1790"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1790\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1793,"href":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1790\/revisions\/1793"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}