{"id":132,"date":"2019-11-06T12:04:17","date_gmt":"2019-11-06T15:04:17","guid":{"rendered":"https:\/\/slz612.com.br\/?p=132"},"modified":"2019-11-06T12:04:17","modified_gmt":"2019-11-06T15:04:17","slug":"brasil-tem-mais-gente-na-extrema-pobreza-que-a-populacao-de-cuba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/slz612.com.br\/index.php\/2019\/11\/06\/brasil-tem-mais-gente-na-extrema-pobreza-que-a-populacao-de-cuba\/","title":{"rendered":"Brasil tem mais gente na extrema pobreza que a popula\u00e7\u00e3o de Cuba"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_133\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-133\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-133\" src=\"https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/POBREZA.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"585\" srcset=\"https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/POBREZA.jpg 1024w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/POBREZA-300x171.jpg 300w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/POBREZA-768x439.jpg 768w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/POBREZA-500x286.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-133\" class=\"wp-caption-text\">N\u00famero de pessoas na extrema pobreza equivale \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de Cuba e Portugal<\/p><\/div>\n<p>Em 2018, o pa\u00eds tinha 13,5 milh\u00f5es pessoas com renda mensal per capta inferior a R$ 145, ou U$S 1,9 por dia, crit\u00e9rio adotado pelo Banco Mundial para identificar a condi\u00e7\u00e3o de extrema pobreza. Esse n\u00famero \u00e9 equivalente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de Bol\u00edvia, B\u00e9lgica, Cuba, Gr\u00e9cia e Portugal. Embora o percentual tenha ficado est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a 2017, subiu de 5,8%, em 2012, para 6,5% em 2018, um recorde em sete anos.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o da S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada hoje pelo IBGE. O gerente do estudo, Andr\u00e9 Sim\u00f5es, ressalta que s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas para combater a extrema pobreza, pois ela atinge um grupo mais vulner\u00e1vel e com menos condi\u00e7\u00f5es de ingressar no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>\u201cEsse grupo necessita de cuidados maiores que seriam, por exemplo, pol\u00edticas p\u00fablicas de transfer\u00eancia de renda e de dinamiza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. \u00c9 fundamental que as pessoas tenham acesso aos programas sociais e que tenham condi\u00e7\u00f5es de se inserir no mercado de trabalho para terem acesso a uma renda que as tirem da situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza\u201d, refor\u00e7ou Sim\u00f5es.<\/p>\n<p>O valor do indicador de pobreza do Bolsa Fam\u00edlia, R$ 89, \u00e9, inclusive, inferior ao par\u00e2metro global de R$ 145, o que mostra que o benef\u00edcio n\u00e3o \u00e9 suficiente para tirar as pessoas da extrema pobreza.<\/p>\n<p>O pesquisador do IBGE Leonardo Athias explicou que, em 2011, o valor de R$ 70 para o Bolsa Fam\u00edlia era compat\u00edvel com o valor global da \u00e9poca, de US$ 1,25 por dia. \u201cPor falta de corre\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias, hoje o valor de R$ 89 \u00e9 abaixo do valor global indicado pelo Banco Mundial\u201d, destacou.<\/p>\n<p>A S\u00edntese de Indicadores Sociais tamb\u00e9m apontou que, embora um milh\u00e3o de pessoas tenham deixado a linha de pobreza \u2013 rendimento di\u00e1rio inferior a US$ 5,5, medida adotada pelo Banco Mundial para identificar a pobreza em pa\u00edses em desenvolvimento como Brasil \u2013 um quarto da popula\u00e7\u00e3o brasileira, ou 52,5 milh\u00f5es de pessoas, ainda vivia com menos de R$ 420 per capta por m\u00eas. O \u00edndice caiu de 26,5%, em 2017, para 25,3% em 2018, por\u00e9m, o percentual est\u00e1 longe do alcan\u00e7ado em 2014, o melhor ano da s\u00e9rie, que registrou 22,8%.<\/p>\n<p>\u201cEm 2012, foi registrado o maior n\u00edvel da s\u00e9rie para a pobreza, 26,5%, seguido de queda de 4 p.p. em 2014. A partir de 2015, com a crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica e a redu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, os percentuais de pobreza passaram a subir com pequena queda em 2018, que n\u00e3o chega a ser uma mudan\u00e7a de tend\u00eancia\u201d, avalia o analista do IBGE Pedro Rocha de Moraes.<\/p>\n<p>A pobreza atinge sobretudo a popula\u00e7\u00e3o preta ou parda, que representa 72,7% dos pobres, em n\u00fameros absolutos 38,1 milh\u00f5es de pessoas. E as mulheres pretas ou pardas comp\u00f5em o maior contingente, 27,2 milh\u00f5es de pessoas abaixo da linha da pobreza.<\/p>\n<p>Em 2018, a redu\u00e7\u00e3o da pobreza se deu principalmente no Sudeste, que registrou menos 714 mil pessoas nessa condi\u00e7\u00e3o, sobretudo no estado de S\u00e3o Paulo (menos 623 mil). Quase metade (47%) dos brasileiros abaixo da linha de pobreza em 2018 estava na regi\u00e3o Nordeste. O Maranh\u00e3o foi o estado com maior percentual de pessoas com rendimento abaixo da linha de pobreza, (53,0%). J\u00e1 Santa Catarina, que tamb\u00e9m se mostrou o estado menos desigual, apresentou o menor percentual de pobres. Todos os estados das regi\u00f5es Norte e Nordeste apresentaram indicadores de pobreza acima da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p><strong>Desigualdade aumenta<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-134\" src=\"https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/grafico-desigualdade-ufs-sis-01.jpg\" alt=\"\" width=\"1332\" height=\"1332\" srcset=\"https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/grafico-desigualdade-ufs-sis-01.jpg 1332w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/grafico-desigualdade-ufs-sis-01-150x150.jpg 150w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/grafico-desigualdade-ufs-sis-01-300x300.jpg 300w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/grafico-desigualdade-ufs-sis-01-768x768.jpg 768w, https:\/\/slz612.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/grafico-desigualdade-ufs-sis-01-1024x1024.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1332px) 100vw, 1332px\" \/><\/p>\n<p>Entre 2012 e 2014, o grupo dos 40% com menores rendimentos apresentou aumento mais expressivo do rendimento m\u00e9dio domiciliar per capita, passando de R$ 329 para R$ 370. A partir de 2015, o rendimento m\u00e9dio deste grupo caiu para R$ 339. J\u00e1 o grupo dos 10% com maiores rendimentos sofreu uma modesta redu\u00e7\u00e3o do rendimento m\u00e9dio entre 2012 e 2015 (de R$ 5.408 para R$ 5.373), mas passou a subir nos anos seguintes, resultando, ao final de 2018, em um rendimento m\u00e9dio de R$ 5.764, o maior valor da s\u00e9rie.<\/p>\n<p>\u201cEm 2018, houve uma melhora nos indicadores do trabalho, embora tenha sido mais relevante no trabalho informal. O valor dos rendimentos cresceu para toda a popula\u00e7\u00e3o, s\u00f3 que foi maior para os 10% com maiores rendimentos que se apropriaram de uma parcela maior do que os 40% com menores rendimentos, ampliando a desigualdade\u201d, diz Moraes.<\/p>\n<p><strong>Rendimento domiciliar per capita m\u00e9dio de pretos ou pardos \u00e9 metade do recebido pelos brancos<\/strong><\/p>\n<p>Em 2018, pessoas de cor ou ra\u00e7a preta ou parda tiveram rendimento m\u00e9dio domiciliar per capita de R$ 934, quase metade do rendimento de R$ 1.846 das pessoas de cor ou ra\u00e7a branca. Entre 2012 e 2018, houve ligeira redu\u00e7\u00e3o dessa diferen\u00e7a, explicada por um aumento de 9,5% no rendimento m\u00e9dio de pretos ou pardos, ante um aumento de 8,2% do rendimento m\u00e9dio dos brancos. Mas tal redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi capaz de superar a hist\u00f3rica desigualdade de rendimentos, em que brancos ganham o dobro de pretos e pardos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de moradia, 56,2% (29,5 milh\u00f5es) da popula\u00e7\u00e3o abaixo da linha da pobreza n\u00e3o t\u00eam acesso a esgotamento sanit\u00e1rio; 25,8% (13,5 milh\u00f5es) n\u00e3o s\u00e3o atendidos com abastecimento de \u00e1gua por rede; e 21,1% (11,1 milh\u00f5es) n\u00e3o t\u00eam coleta de lixo.<\/p>\n<p>Tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s inadequa\u00e7\u00f5es habitacionais como em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aus\u00eancia de saneamento, as propor\u00e7\u00f5es registradas s\u00e3o maiores entre pretos e pardos do que entre brancos. Entre pretos e pardos, 42,8% (49,7 milh\u00f5es) n\u00e3o s\u00e3o atendidos com coleta de esgoto; 17,9% (20,7 milh\u00f5es), n\u00e3o t\u00eam abastecimento de \u00e1gua por rede; e 12,5% (14,5 milh\u00f5es) n\u00e3o t\u00eam acesso a coleta de lixo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2018, o pa\u00eds tinha 13,5 milh\u00f5es pessoas com renda mensal per capta inferior a R$ 145, ou U$S 1,9 por dia, crit\u00e9rio adotado pelo Banco Mundial para identificar a condi\u00e7\u00e3o de extrema pobreza. 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